Cerco à pirataria

Coluna Esplanada / 13/03/2018 - 06h02

Empresários e associações de classe do Brasil, Argentina e Chile preparam um cerco político contra a pirataria e contrabando. Eles se reúnem em Foz do Iguaçu em abril para debater e pressionar o governo do presidente Horácio Cartes, do Paraguai, a contribuir para acabar com o contrabando de produtos, armas e drogas que vem de seu país e invadem os países vizinhos. Armas, drogas e 48% dos cigarros vendidos no Brasil são oriundos do outro lado da Ponte da Amizade.

Recado
Associações de varejo, juízes, ONGs vão participar. A mensagem para Cartes é que não adianta atrair empresas e enviar cigarros contrabandeados da sua fabricante para cá.
 
Debandada brazuca
Cartes segue política agressiva de atração de investimentos em Assunção. Mais de 300 grandes empresas brasileiras abriram negócios, fábricas ou escritórios no país vizinho.
 
‘Remendos’
A Fenapef, dos federais, tem visto o Ministério da Segurança com desconfiança. Falta plano estratégico “de curto, médio e longo prazo”, diz o vice, Flávio Werneck.
 
Bons ventos
O número de acidentes aéreos no Brasil caiu desde 2015, segundo levantamento da coluna na base de dados do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aéreos (Cenipa). Os registros que não envolveram mortes foram 172 acidentes em 2015; caíram para 161 em 2016, e para 142 em 2017. 
 
Lista triste
Em 2015, foram 46 acidentes com mortes; em 2016, 45 com fatalidades, e no ano passado, 31 registros com mortes. Até o momento, o ano de 2018 registra 7 acidentes fatais.
 
Em retirada 
Dois gestores de fundos de investimento americanos e um europeu procuraram o Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (ETCO) para saber a opinião da entidade sobre o ambiente de negócios. Estão preocupados com o tamanho do mercado ilegal no Brasil e o trânsito de produtos vindo do Paraguai sem pagar impostos.
 
Eterna tabela
Entidades ligadas ao Fisco vão intensificar a pressão sobre o governo e o Congresso Nacional pelo reajuste da tabela do Imposto de Renda, fim de renúncias fiscais e aumento da isenção para gastos com educação e moradia. 
 
Injustiças do IR
Presidente do Sindifisco Nacional, Cláudio Damasceno resume: “Os contribuintes das primeiras faixas do IR estão sendo ‘agravados’ de forma injusta. A correção da tabela é obrigação governo”.
 
Faixa de Isenção
Levantamento do Sindisfisco revelou que, desde 1996, a defasagem chega a 88,40%, sem qualquer correção nos últimos três anos. De acordo com a entidade de auditores fiscais da Receita, a faixa de isenção que vale para quem ganha até R$ 1.903,98 deveria subir para R$ 3.556, 56.
  
A tributária
Única mulher líder de partido, a deputada Leandre (PV-PR) diz que a reforma tributária deve ser votada com prioridade para desburocratizar o país. “Talvez não seja a reforma dos sonhos, mas já é um primeiro passo para incentivar o emprego e a renda”.

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