Austeridade compromete políticas

Coluna Esplanada / 07/10/2017 - 00h13

A austeridade econômica, com a redução e contingenciamento de recursos, atinge em cheio programas e ações de combate à violação dos direitos humanos no Brasil. É o que mostra amplo relatório produzido pela Plataforma DHESCA no período de abril a setembro de 2017. Nas 128 páginas, são detalhados o “desmonte” da política de agricultura familiar, a violação dos direitos humanos da população afetada pela tríplice epidemia (dengue, chikungunya e zika), o aumento vertiginoso da violência nas favelas cariocas e as violações dos direitos indígenas – além dos ataques à população em situação de rua e em ocupações de moradia. 

Violência crescente
O relatório registra a crescente violência no campo e aponta que a “descontinuidade de ações do Executivo demonstra a disposição do Governo Temer em não atender a direitos básicos”. 
 
Sangue no campo
De acordo com o levantamento da Plataforma DHESCA, nos últimos 9 meses, foram registrados 65 assassinatos no campo: “Em 2015, foram 50 assassinatos; sendo que em 2016, foram 61 mortes, ou seja, em um ano houve um crescimento de 22%”. 
 
Genocídio 
Sobre violência no Rio de Janeiro, o relatório resume: “Com o agravamento dos dispositivos de violência, militarização e racismo, é possível denominar este padrão de intervenção como uma política de genocídio do povo negro”. 
 
Sem detalhes
Procurada pela Coluna, a Petrobras não entrou em detalhes sobre as tratativas que levaram à parceria com a petrolífera americana ExxonMobil.
 
Escalados 
Além do Palácio do Planalto, os ministérios estão de portas abertas em dias de mutirão por votos para derrubar a segunda denúncia contra o presidente Michel Temer na Câmara dos Deputados. A pasta das Cidades, comandada pelo tucano Bruno Araújo (PE), é uma das mais acessíveis. Nos últimos sete dias, dez deputados passaram pelo gabinete de Araújo, entre eles Carlos Marun (PMDB-MS), líder da tropa de choque de Temer na Câmara. 
 
Esculhambação 
Indagado pelo colega Orlando Silva (PCdoB-SP) como estava a votação em plenário da Câmara, o deputado Sílvio Costa (Avante-PE) resumiu: “Não sei; tá uma esculhambação”. 
 
Mantra 
O senador Fernando Bezerra Coelho (PMDB-PE) recorreu ao mantra dos políticos ao comentar a aprovação da reforma política: “Não é ideal, mas trará avanços”. 
 
Dilma recusa convite mineiro 
Apesar da pressão e da pesada campanha nas redes sociais de deputados e militantes mineiros, a ex-presidente Dilma Rousseff decidiu manter seu domicílio no Rio Grande do Sul. A petista teria até esta sexta-feira, 7, para migrar e concorrer às eleições de 2018 pelo Estado governado pelo amigo Fernando Pimentel. 
 
Reprovação 
É cada vez menos provável a candidatura de Dilma ao Senado em 2018. Além de ter sumido da cena política após o impeachment, recente sondagem da Paraná Pesquisa mostrou que, no Sul, a reprovação à petista chega a 72,1%. 

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