A dupla de Lula

Coluna Esplanada / 13/02/2018 - 21h43

Embora evite aos holofotes falar em desistir da candidatura ao Palácio do Planalto, o agora ficha-suja Lula da Silva testa internamente no PT dois nomes para as urnas: o ex-prefeito Fernando Hadadd (SP) e o ex-governador Jaques Wagner (BA). Ambos seguem estratégias distintas, porém conversam discretamente com a militância. Haddad tem aparecido em entrevistas falando de sua gestão, uma forma de entrar no debate popular. Wagner, amigo mais próximo de Lula, continua discretíssimo, sem aparições. 

Três na linha
O comando da poderosa e bilionária Confederação Nacional do Comércio é disputado por Laércio Oliveira (SE), José Tadros (AM) e Orlando Diniz (RJ). 
 
Bola cantada
A Coluna cantou sobre Fernando Segovia. Ele está a trabalho de Michel Temer e José Sarney - com quem se reuniu meses antes quando foi avisado que seria o DG da PF. 
 
Armas
Pré-candidato ao Planalto, o senador Álvaro Dias (PV) defende flexibilização da lei sobre armas. “Quem desejar poderá sim ter sua arma, consciente de suas responsabilidades”.
 
Quem é o pai?
O presidente Michel Temer garante que partiu dele a ordem para o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) investigar os aumentos de preços da gasolina nos postos de combustível. Mas um dia antes de dar a declaração, o ministro Moreira Franco anunciava: “Solicitei ao presidente do CADE que preserve o direito dos consumidores de combustível aos benefícios da livre concorrência”.
 
Enquete
O PSDB consultou a militância sobre “qual das posições recentes do PT é mais absurda e prejudicial ao Brasil?”. A maioria dos tucanos (41%) votou na opção: “Os ataques de Lula à Lava Jato, dizendo que a operação tira empregos dos brasileiros”.
 
Salário 1
A Advocacia Geral da União se manifestou em um processo sob a relatoria do ministro Luiz Fux (STF), em que o Sindicato Nacional dos Aposentados e Pensionistas questiona a constitucionalidade da lei que versa sobre a política de valorização do salário mínimo.
 
Salário 2
O ponto-chave da questão é: A lei diz que “o salário mínimo deve atender às necessidades básicas do trabalhador” e que o reajuste do salário mínimo deve corresponder ao acumulado da inflação dos últimos 12 meses. 
 
Fator Executivo
Para o sindicato, um dos artigos permite que, sem a divulgação do INPC acumulado, o Poder Executivo é quem estima os índices e permite que esses índices permaneçam válidos. Ou seja, o Governo reajusta o salário abaixo da inflação.
 
Precedentes
Para a AGU, que cita diversos precedentes no próprio STF, a ação não deve ser acolhida. Diz uma parte da mensagem, onde são apresentados todos os últimos reajustes do mínimo, que os valores “não são impostos arbitrariamente”.
 
Imprensa de olho
A coordenadora do Programa Tim Lopes, Angelina Nunes, e o integrante da equipe da Abraji, Rafael Oliveira, estiveram em Edealina (GO), onde o radialista Jefferson Pureza foi assassinado a tiros em janeiro.
 
Livro do Pacotão
O jornalista Fernando Fonseca mandou para o prelo ‘Um bloco na contramão’, sobre a história do Pacotão, criado em 1978, que saiu nas avenidas de Brasília ontem. 

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