Caso se pergunte a um moribundo o que ele quer, a resposta será tempo. Não é dinheiro e sim o tempo, que gere todas as coisas. O tempo é um ativo mais importante do que o sucesso. “O tempo tece a sua teia”, disse numa música Efrahim Maia, porém, nos momentos de crise, parece não tecer e sim desmanchar tudo.

Para viver um grande amor, seja ele de que natureza for, é preciso tempo. Para usar o tempo, é preciso saúde e, sem cuidar do corpo, ela não existe. Décadas atrás, alguém de 70 anos era velhíssimo, e hoje se vê mulheres se casando nessa idade. São pessoas que cuidam da aparência e do espírito e, por isso, têm coragem de viver.

A pele é o maior órgão do corpo humano. É preciso cuidar dela com higiene, hidratação e observância de anormalidades. Os sistemas corporais vão cumprindo suas missões, mas começam a se cansar, especialmente sem manutenção. Uns mais cedo, outros mais tarde, vão apresentando falhas e a visita ao médico é indispensável, de forma preventiva ou curativa. Os músculos, esses esquecidos, necessitam do combate persistente à imobilidade, especialmente na maturidade, para evitar a atrofia, a incapacidade e a obesidade, uma agravante de tudo. Os ossos são as alavancas dos músculos. Precisam estar fortes para suportar o trabalho exigido às quase oito décadas previstas de vida. Nisso entram o cálcio e a vitamina D. Quem é jovem, pelas novas diretrizes, precisa tê-la acima de 20 e os mais velhos, acima de 32.

Qualquer criança saberá falar o que faz bem, mas quem cumpre? É preciso comer direito, usar a cabeça para o cérebro não se atrofiar e movimentar-se. As máquinas não nos tornam inteligentes e poderão, ao contrário, nos fazer incapazes fisicamente e até com dificuldade em pensar e tomar decisões.

De que você precisa? Tempo, saúde, trabalho, lazer, educação, moradia, alimentação, paz, família, amigos, música, natureza. De preferência, tudo de boa qualidade. Cada um poderá fazer a sua lista.

O que dizem que deve ter é o que você quer ter? Ter ou ser? Alguns preferem estar, pois quem está é e tem o necessário. O que é necessário para você é decisão sua, dos outros ou do sistema? Não se atormente buscando metas alheias ou imposições sociais. Sua maior glória, prazer, felicidade se relacionou com o fato de possuir algo material? Não há nada de errado em ter algo caro e para muitos são bens preciosos, desde que sejam suas próprias opções, ganhas de forma legal, para satisfazer sua necessidade e não seu ego.

Invista na sua aparência para você mesmo, porque vale a pena se sentir cuidado, mas não faça da avaliação alheia a sua razão de existir porque, muitas vezes, se é decepcionado, assim como se pode decepcionar. Enfim, seu maior patrimônio depende do que você faz por você mesmo e da sua avaliação dos feitos e conquistas. Caso reconheçam é bom, mas, se isso não acontecer, não é um desastre. Cultive os bons pensamentos para que eles ajudem a superar dificuldades, afinal, como disse Wayne W. Dyer, em “Seus Pontos Fracos” – 1976 –, “você sente o que você pensa e você pensa o que você quer”.