Alcançar o sucesso profissional não é uma caminhada fácil. São anos de estudos dedicados à formação, estágios, cursos, burocracias e especializações; um caminho árduo, porém, que traz extrema alegria e satisfação ao ser alcançado. Este desafio pode ganhar capítulos mais intensos para aquelas mulheres que, assim como eu, optam também por viverem o papel de mãe. Mesmo sendo uma das missões mais lindas e admiráveis, ser mulher, mãe e profissional de sucesso tornou-se, nos contornos atuais, uma missão um tanto quanto difícil.

De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), há mais mulheres com dificuldade de encontrar trabalho do que homens; sendo que a taxa de desemprego para os homens no mundo é de 5,2%, enquanto para as mulheres é de 6%. Segundo o estudo Mulheres e o Mundo Corporativo, feito pela Robert Half, com 293 profissionais brasileiras, menos de 5% das posições de liderança são ocupadas por mulheres em suas empresas. 

Como se não bastasse a complexidade em conseguir uma vaga de trabalho por ser mulher, dados do mesmo estudo apontam que 27% das mulheres encontram dificuldades na volta da licença-maternidade e há casos em que a funcionária é desligada após o período de estabilidade.

Apesar de exaustiva, a dupla jornada – profissional e mãe – é uma realidade cada vez maior. Quando fazemos o que amamos, o trabalho se torna prazer e ser mãe é um dos trabalhos mais prazerosos que pude vivenciar. Há mais de uma década atuando como dermatologista, posso garantir que ser médica não é uma profissão fácil. 

Chegar em casa depois de um dia de atendimentos, aulas e workshops e deparar com todo aquele amor puro e verdadeiro, que é o que as crianças exalam, não tem preço. É revigorante e traz vida e sentido àquilo que fazemos, já que o que plantamos hoje é o que esperamos para o nosso futuro.

Como a jornada dupla de mãe e empresária já é realidade em muitas casas, alguns estudos mostram que a maternidade pode influenciar de forma satisfatória o campo profissional da mulher. É o que aponta a pesquisa feita pela Microsoft, em 2014, nos Estados Unidos, com 2 mil funcionárias e 500 empregadores. 

O estudo constatou que as mulheres melhoram o desempenho profissional após a chegada dos filhos. Isso porque a capacidade de executar várias tarefas simultaneamente aumenta e a gestão otimizada do tempo e das relações cordiais com os outros colegas de trabalho também. Além disso, os empregadores concordaram que quem tem filho trabalha melhor em equipe do que quem não tem.

É uma jornada dupla, que requer jogo de cintura e rotina intensa. Como, além dos atendimentos como dermatologista, gerencio minha clínica e ministro palestras e workshops para outros profissionais da minha área e cirurgiões plásticos em todo o país, afirmo que é totalmente possível conciliar o sucesso profissional e a vida presente como mãe. Mesmo atuando como médica há 16 anos, faço questão de acompanhar passo a passo o dia a dia das minhas gêmeas.

 

Profissão: mãe e empresária
Alcançar o sucesso profissional não é uma caminhada fácil. São anos de estudos dedicados à formação, estágios, cursos, burocracias e especializações; um caminho árduo, porém, que traz extrema alegria e satisfação ao ser alcançado. Este desafio pode ganhar capítulos mais intensos para aquelas mulheres que, assim como eu, optam também por viverem o papel de mãe. Mesmo sendo uma das missões mais lindas e admiráveis, ser mulher, mãe e profissional de sucesso tornou-se, nos contornos atuais, uma missão um tanto quanto difícil.

De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), há mais mulheres com dificuldade de encontrar trabalho do que homens; sendo que a taxa de desemprego para os homens no mundo é de 5,2%, enquanto para as mulheres é de 6%. Segundo o estudo Mulheres e o Mundo Corporativo, feito pela Robert Half, com 293 profissionais brasileiras, menos de 5% das posições de liderança são ocupadas por mulheres em suas empresas. 

Como se não bastasse a complexidade em conseguir uma vaga de trabalho por ser mulher, dados do mesmo estudo apontam que 27% das mulheres encontram dificuldades na volta da licença-maternidade e há casos em que a funcionária é desligada após o período de estabilidade.

Apesar de exaustiva, a dupla jornada – profissional e mãe – é uma realidade cada vez maior. Quando fazemos o que amamos, o trabalho se torna prazer e ser mãe é um dos trabalhos mais prazerosos que pude vivenciar. Há mais de uma década atuando como dermatologista, posso garantir que ser médica não é uma profissão fácil. 

Chegar em casa depois de um dia de atendimentos, aulas e workshops e deparar com todo aquele amor puro e verdadeiro, que é o que as crianças exalam, não tem preço. É revigorante e traz vida e sentido àquilo que fazemos, já que o que plantamos hoje é o que esperamos para o nosso futuro.

Como a jornada dupla de mãe e empresária já é realidade em muitas casas, alguns estudos mostram que a maternidade pode influenciar de forma satisfatória o campo profissional da mulher. É o que aponta a pesquisa feita pela Microsoft, em 2014, nos Estados Unidos, com 2 mil funcionárias e 500 empregadores. 

O estudo constatou que as mulheres melhoram o desempenho profissional após a chegada dos filhos. Isso porque a capacidade de executar várias tarefas simultaneamente aumenta e a gestão otimizada do tempo e das relações cordiais com os outros colegas de trabalho também. Além disso, os empregadores concordaram que quem tem filho trabalha melhor em equipe do que quem não tem.

É uma jornada dupla, que requer jogo de cintura e rotina intensa. Como, além dos atendimentos como dermatologista, gerencio minha clínica e ministro palestras e workshops para outros profissionais da minha área e cirurgiões plásticos em todo o país, afirmo que é totalmente possível conciliar o sucesso profissional e a vida presente como mãe. Mesmo atuando como médica há 16 anos, faço questão de acompanhar passo a passo o dia a dia das minhas gêmeas.

Teresa Noviello
Médica e empresária