Já não conseguimos contar nas mãos tudo aquilo que podemos fazer pela internet. A rede é virtual só em terminologia, pois, na verdade, é real, parte praticamente majoritária de nosso dia a dia. Por que seria diferente com o dinheiro? É nesse cenário que citamos o Bitcoin, uma moeda virtual – ou “novo ouro” – que valorizou exponencialmente desde seu surgimento, há quase dez anos.

Bitcoin é um termo conhecido, de fato, mas nem todos entendem o que é essa criptomoeda. Assim como o real, o dólar e o euro, o bitcoin é uma moeda, com o diferencial de ser virtual – ou seja, não podemos segurá-la em nossas mãos.

Para guardar bitcoins é preciso criar uma carteira virtual – como se fosse uma conta de banco. Ela gera um código que fica incorporado, por exemplo, na Blockchain, um banco de dados que registra as transações em bitcoins. Esse código é usado na hora da compra, debitando as bitcoins da carteira.

É preciso destacar que tudo isso é feito sem um regulador de mercado. Ou seja, o bitcoin, criado por Satoshi Nakamoto – um pseudônimo –, é uma moeda descentralizada, uma vez que não é controlada ou emitida por um banco central ou órgão regulador. Dessa forma, sua troca é P2P (peer-to-peer), um conceito já comum para quem troca arquivos na internet.

Na internet, claro, onde a moeda foi forjada, há uma infinidade de possibilidades de uso de bitcoins, como compras em sites como Ebay e até de passagens aéreas. Existem freelancers mundo afora que estão recebendo a moeda virtual como pagamento.

Além disso, com o celular em mãos, está se tornando cada vez mais fácil fazer compras e pagar em bitcoins – em Nova York há bares que aceitam o pagamento dessa forma, por exemplo. Há também cartões que funcionam em bitcoins em vez de usar o dinheiro em uma conta.

Por que atrai

Sendo uma moeda que se fortaleceu consideravelmente em um curto período de tempo, naturalmente, o bitcoin ganhou a atenção de investidores.

Se, quando criada, valia centavos de dólares, previsões como do grupo financeiro Goldman Sachs acertaram quando diziam que o valor da moeda cresceria para mais de US$ 8.000 até o fim de novembro – o valor ultrapassou a marca dos US$ 9.700 no dia 27/11. A valorização futura também enche os olhos dos investidores. Há estimativas que apontam que o valor do bitcoin chegará a US$ 20 mil nos próximos três anos.

Além disso, o bitcoin está ganhando espaço entre investidores tradicionais. Grandes bancos já testam o sistema de bitcoins, uma vez que não se pode dar as costas para a mudança de paradigmas gerada pela criptomoeda.

Entretanto, apesar de tamanho atrativo, vale destacar que o investimento em bitcoins não está isento de riscos. Justamente por não ser regulado por um banco central, o bitcoin é volátil, podendo ter variação alta ao longo de um único dia. Por isso, é preciso estudar, avaliar carteiras digitais, formas de proteção contra hackers e pesquisar muito antes de planejar um investimento. Com suas ressalvas, o “novo ouro” está aí como alternativa para investidores.