Em tempos de crise econômica, antes de abrir qualquer negócio, gestores e empresários se atentam aos diversos aspectos do mercado, como concorrência, novas tecnologias, segmentação de público, investimentos necessários, perspectivas e tudo mais. Tudo planejado estrategicamente para que a empresa seja bem sucedida e as surpresas durante o percurso sejam mais facilmente dribladas.

Entretanto, é comum que se esqueçam de uma pergunta crucial: qual o principal capital que move uma empresa? Sempre acreditei que não é o que se vende que tem o maior valor, mas as pessoas.

O fator humano nas empresas é essencial para que se possa atingir o objetivo e manter a saúde dos negócios. A crise econômica vem afetando diretamente as empresas e, consequentemente, aumentando o desemprego.

De acordo com a pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o desemprego no Brasil no primeiro trimestre foi de 13,7% e atingiu mais 14 milhões de trabalhadores. Dessa forma, aqueles que têm conseguido manter o número de colaboradores como se não houvesse “crise” devem investir no capital intelectual, na valorização do indivíduo como parte integrante e atuante do processo, favorecendo parcerias de sucesso e bons negócios.

Crescimento, expansão, investimento e recursos revelam números primordiais. Mas é preciso compreender também que fomentar interesse e participação dos colaboradores, a fim de alinhá-lo às estratégias, missão e valores da empresa, é investir diretamente no crescimento do seu negócio. Caso contrário, é que você quem perde.

O caráter humano dentro de uma empresa interfere de diversas formas no sucesso do negócio. Seja pelo trabalho em equipe, que precisa estar alinhado para se relacionar bem para que o resultado seja satisfatório. Seja na relação com os líderes, deve ser acolhedora, a fim de se trabalhar com um feedback preciso para que se compreenda onde melhorar o seu desempenho.

Dessa forma, não basta ter domínio da técnica na gestão de um empreendimento, é preciso compreender que são as pessoas que realizam de fato, todos os eventos que cerca esse processo.

Antes de pensarmos em todos os aparatos e recursos, devemos compreender que são pessoas, com suas limitações, expectativas e potenciais que tornam realidade aquilo que foi um dia simplesmente ideia.

Por isso, atuar de forma coletiva e com uma equipe integrada e valorizada é a melhor estratégia para que pequenas e grandes empresas possam oferecer os resultados que o cliente final almeja.

Ou seja, cabe a diretores e gestores buscar, em conjunto, o fortalecimento interno de toda a equipe, ao contrário de adotar uma posição individualista, afinal de contas, o seu maior bem sempre será as pessoas.