“Não existe destino... Destino é uma prisão psicológica que criamos!”, disse entre sorrisos o Mestre, enchendo de esperança nossos corações e de desafios nossas mentes.

“Este é um universo de possibilidades!”. Assim definiu o Mestre quando o perguntamos sobre como definir o mundo em que vivemos... E ainda acrescentou, com um sorriso neutro:

“É uma obra aberta! Cada qual tem a liberdade de escrever seu próprio roteiro!”.

Depois que nos deixou para sua caminhada habitual, ficamos como sempre pensativos e absortos naqueles novos ensinamentos proferidos em curtas e econômicas mensagens, mas cheias de conteúdo, para refletir e meditar a respeito... Aliás, esta era a técnica e o método adotado pelo nosso guru... Nunca nos dava um “prato feito”, pronto, temperado para mastigar e engolir... Parecia que sempre nos queria ver discutindo suas ideias, mas nunca como uma receita infalível... Não queria plantar certezas em nossas cabeças, senão perguntas!

Realmente todos nós somos possuidores do chamado “livre-arbítrio”... Seria injusto da parte do Criador nos permitir experimentar a passagem terrestre com um “script” já pronto, imutável, que não levasse em consideração nossas emoções, nossa inteligência, nossas escolhas, nossas vontades...

Creio que todos nós nascemos com um propósito: ser feliz!

A questão é como e se vamos realmente batalhar por isso...

Temos a liberdade de optar se seremos os protagonistas, vilões, figurantes ou meros espectadores do fantástico show da vida!

Acredito que o inferno é um oceano de arrependidos por não terem tido a coragem, a determinação e a vontade de traçar seu próprio rumo, de seguir sua intuição, de desenvolver os seus talentos, de acreditar no seu potencial, de perseguir seus objetivos, de realizar seus sonhos...

O pior que pode acontecer a uma pessoa é se abdicar de escrever sua própria trajetória, sua própria carreira, seus próprios desígnios, permitindo que outrem o faça para ele... Não vai dar certo, não vai funcionar, e o resultado vai ser frustração, mágoa, tristeza e depressão...

Errar faz parte do jogo da vida... Só não erra quem não faz! Os maiores inventores, como Thomaz Edson, tiveram que fazer inúmeras tentativas, experimentaram enormes insucessos, antes de descobrir a solução que procuravam...

Uma porta fechada não significa o fim, e sim que estávamos no caminho errado... Graças a isto podemos em tempo mudar nossas concepções, nossas direções, nosso raciocínio e nossas interpretações permitindo um olhar novo, uma abordagem diferente, uma correção de rumo...

Se chegarmos ao fim sem sucesso é porque esta não era a nossa trilha, é porque estávamos percorrendo a estrada errada...

Cada não que recebermos significa uma bênção em nossa vida! Ele serve para nos tornarmos menos arrogantes, para fazermos mais perguntas, para termos mais dúvidas, para sermos mais humildes e principalmente para ajustarmos melhor nossa mira, nossa estratégia, nossa visão, nossa forma de abordar o problema...

O “não” nos ensina a crescer, a respeitar nossos limites e a nos render à realidade! Ele também é a garantia de que há, sim, outras possibilidades ainda inexploradas e à nossa espera, prontas para nos proporcionar o deleite e o prazer da conquista, da reta de chegada, da bandeirada final, da subida ao pódio, do recebimento do troféu!

Cuide bem de você!
 
*Engenheiro, Professor universitário e Consultor/sócio da TransformaSH Ltda.
**Psicóloga, Coordenadora do curso de Psicologia Funorte e Diretora da TransformaSH Ltda.