Quem já precisou pegar um empréstimo sabe que os juros aplicados a essa operação chegam a assustar. Mesmo com a queda da taxa Selic, que em março deste ano chegou ao menor patamar da história brasileira a 6,50% ao ano, os juros médios dos empréstimos não acompanharam o ritmo de queda. Além da inadimplência e dificuldades da própria saúde fiscal do país, a concentração bancária é um dos motivos que geram esse cenário.

Para se ter uma ideia, 3 em cada 10 brasileiros têm algum tipo de empréstimo contratado em bancos ou outras instituições financeiras. Segundo levantamento feito pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), do total de consumidores que recorrem ao crédito, 42% o fazem para quitar dívida. Embora o consumo de crédito seja comum entre os brasileiros, a escolha errada da modalidade pode comprometer as contas do mês e chegar até a aumentar as dívidas. Isso porque a taxa de juros pode ser até 10 vezes maior entre as opções de empréstimo existentes no mercado.

O rotativo do cartão de crédito, por exemplo, apresentou taxa de juros de 12,67% ao mês (318,50% ao ano) em fevereiro de 2018, segundo a Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade. Já o cheque especial chegou a 12,18% ao mês (297,18% ao ano), maior taxa desde novembro de 2017 (12,25% ao mês, 300,16% ao ano). O empréstimo pessoal em bancos também teve a taxa elevada, com 4,22% ao mês (64,22% ao ano) em fevereiro, atingindo seu ápice desde outubro do ano passado, quando era de 4,28% ao mês (65,35% ao ano).

Uma saída para essa questão é aumentar a concorrência no mercado financeiro, o que diminuiria os juros e os spreads bancários. E esse cenário não está tão distante quanto pode parecer. Com o fortalecimento das fintechs no país, o setor bancário deve passar por uma grande transformação nos próximos anos, inclusive até dar abertura para startups e aplicações de terceiros graças ao conceito de “open banking”, que começa a aparecer no Brasil e deve aumentar a competitividade pelos recursos do consumidor. Isso porque o open banking faz com que essa ineficiência do mercado seja alterada com opções fora das prateleiras dos bancos, deixando de direcionar o cliente para o que as instituições bancárias querem vender, e sim oferecendo um produto que realmente atenda a suas necessidades.

Assim, com mais poder de escolha para as pessoas, os bancos deixam cada vez mais de ter exclusividade de operações e produtos que hoje já são oferecidos por inúmeras outras empresas e fintechs. Muitas das quais nichadas, ou seja, que têm como foco determinada área ou produto financeiro. Então não é à toa que elas vêm ganhando cada vez mais espaço: contam com muitas vantagens em comparação com as instituições financeiras tradicionais. A principal delas é sua base tecnológica, que contribui para descomplicar e agilizar os processos na tomada de crédito. Por isso, conhecer e entender o processo para contratar um empréstimo pela internet é fundamental na hora de escolher a melhor operação de crédito para a necessidade do momento.