O processo de despertar é individual e intransferível... Mais cedo ou mais tarde ele vai acontecer com a maioria das pessoas, seja de forma intencional, buscada e conquistada pacientemente, seja de forma circunstancial, acidental ou brusca, motivada por uma crise, tragédia ou episódio marcante...

Dificilmente passamos pela vida impunemente, de passeio ou de férias... Viemos para cá com um propósito e, quanto mais nos afastamos dele, sentimos algum desencaixe, alguma incompletude, desconforto, insatisfação ou desejo de mudança...

Precisamos estar sempre atentos aos sinais que a vida nos oferece... Certos desajustes constantes, certos padrões negativos repetitivos, certas dificuldades crônicas, certas repetições de comportamentos suicidas são evidencias claras que não estamos na nossa real presença, que não estamos seguros de nós mesmos, que não estamos em harmonia com nossos projetos originais de vida...

Quando estamos bem conosco, quando deixamos de identificarmo-nos com nossas limitações e passado, nada que vem de fora, de outrem nos ofende, nada nos aborrece, nada nos tira do sério, nada nos humilha ... Passamos a saber lidar com as situações , com nossas feridas ancestrais, com nossa história de vida, com nosso corpo, com nossas limitações, sem nos abalar, sem nos causar dano, sem nos aprisionar num circulo vicioso...

Começamos a perceber as “sincronicidades”, que muitos chamam de coincidências, mas que na verdade são avisos para orientar nossos próximos passos nessa jornada terrestre, são respostas às nossas inquisições e direções para onde e como ir, deixando-nos certos sobre o que devemos fazer...

É claro que ao ficarmos mais receptivos e sensíveis, ficamos mais seletivos e propensos a abandonar certos velhos hábitos, certos relacionamentos dispensáveis, certas crenças limitantes, certas atitudes reativas que tem atrapalhado a nossa evolução...

Deixamos assim de fingir que esquecemos nosso passado e todas as suas ameaças... Passamos agora a lidar com ele de forma madura, acolhendo com naturalidade a parte fragmentada que nos “envergonha”, que nos entristece, que nos irrita, que nos coloca para baixo, acertando com ele todas as contas ainda abertas, que ainda trazem mágoa e ressentimento em nosso coração.

Esta aceitação e renúncia permite que se dê um salto qualitativo em nossa existência, alinhando-nos à corrente do bem, colocando nossos talentos em movimento e em harmonia com a grande lei universal do amor.

Assim estaremos deixando nossa alma livre para voar e permitindo que ela nos ensine nosso verdadeiro propósito que é ter coragem para sermos quem realmente somos!

Cuide bem de você!