Sempre defendi os Direitos Humanos, não este implantado no Brasil com uma visão totalmente distorcida e míope, que somente levantam sua bandeira contra ações Policiais, colocando a bandidagem na posição de vítima e as forças Policiais como seus algozes.

As ações Policiais são ordinariamente questionadas, com discursos de falta de moderação, excesso de violência e etc. Na troca de tiros entre polícias e bandidos, a bala perdida que infelizmente atinge um inocente, mesmo antes do resultado de uma perícia técnica balística, é apontada como de autoria da arma do Estado.

Homens menores de 18 anos, por diversas vezes criminosos contumaz, com vários assassinatos, estupros, entre outros tipos penais da mesma gravidade, são tratados, pela legislação e pelos Direitos Humanos, como menores infratores, padecedores da sociedade.

A violência nos morros cariocas, antigamente chamadas de favelas, hoje de comunidade, como se a mudança da denominação trouxesse o apaziguamento daquelas localidades, tomada pela ação violenta de traficantes e milicianos, não é novidade para ninguém.

Naquelas regiões, 95% (noventa e cinco por cento) da população são compostas por pessoas de bem, obreiras e estão alijadas da força Estatal, submetidas a lei impostas pelo comando da criminalidade, que determinam toque de recolher, fechamento do comércio, chegando, ao descalabro, de colocar faixas com regramento sobre o trânsito local.

Na Praça Seca, Zona Oeste do Rio de Janeiro há uma faixa, junto a uma barricada, com os seguintes dizeres: “Atenção moradores e visitantes, ao entrar na comunidade, abaixe o vidro e acenda a luz do salão, para a sua própria segurança. Grato pela compreensão, a firma agradece! ”

Por incrível que pareça, não houve ninguém dos Direitos Humanos a questionar esta absurda situação?

Agora, com a guerra entre traficantes na comunidade da rocinha pela disputa territorial para venda de entorpecentes, desfiando metralhadoras e fuzis, com intensa trocas de tiros, fechamento de escolas, comércio e morte de inocentes, também não vi e nem ouvi nenhum levante da turma dos “direitos humanos”. Será que só há contra Policiais e a favor dos criminosos?

Foram cinco dias de violenta troca de tiros entre criminosos, em um verdadeiro campo de guerra, deixando pessoas inocentes amedrontadas e reféns da violência da criminalidade. A movimentação dos bandidos, com seus arsenais bélicos, se deu à luz do dia, podendo ser filmado por vários moradores e reproduzido em todos os canais de televisão.

A insegurança e a violência tomaram tamanha monta que houve a necessidade da colaboração das forças armadas, com a presença ostensiva do exército, em apoio às forças policiais, para apaziguarem aquelas comunidades.

Volto a questionar: Cadê a turma dos Direitos Humanos em defesa daquela coletividade e em apoio a ação Estatal?