As guias do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) começam a chegar à casa dos montes-clarenses e já são alvo de reclamações. Contribuintes estão indignados com o valor cobrado e reivindicam que ele seja reinvestido em melhorias nas vias públicas. 

A rua Coronel Coelho, no bairro Monte Carmelo, nem existe no sistema da prefeitura, mas o IPTU “já bateu à porta” da aposentada Francisca Gomes, que está revoltada com a cobrança de R$ 67.

“Minha rua não existe para a prefeitura, mas o IPTU vem todo ano. Lá consta que meu endereço fica no Monte Carmelo, Esplanada e Vila Ipiranga. O IPTU vem num CEP e a taxa de lixo, em outro”, diz a aposentada. 

Ela conta que a mãe idosa já caiu nove vezes na rua. “Chamo o local de ‘barrocão’, porque é só barro e buraco”, relata Francisca. 

Fora os problemas nas ruas, a população da região do Monte Carmelo ainda tem que conviver com a escuridão às margens do córrego das Melancias, que passa por todo o bairro. No local, há mau cheiro e nenhuma iluminação. O breu contribui para o alto índice de assaltos.

O valor do IPTU depende da localidade e do tamanho de cada residência. Donos de lotes também devem pagar o imposto. Existe a opção de dividir a taxa em duas vezes; à vista, o desconto é de 4%. 

A prefeitura irá apresentar um pacote de obras de pavimentação para alguns bairros da cidade. Não informou, porém, se a rua Coronel Coelho será beneficiada.
 
TAXA DE LIXO
A principal promessa de campanha da atual administração foi extinguir a taxa de lixo, que em Montes Claros é cobrada à parte do IPTU. 

Mas, no ano passado, o prefeito Humberto Souto enviou à Câmara de Vereadores o projeto de lei que instituiu a Taxa de Limpeza de Resíduos Sólidos, substituindo a Taxa de Coleta de Resíduos Sólido. Também foram alterados os valores, que vão de R$ 60 a R$ 270.