As faixas instaladas na avenida Deputado Esteves Rodrigues (avenida Sanitária) na semana passada anunciando o início de cobrança de estacionamento rotativo na via a partir de ontem tiveram que ser retiradas. Mas não porque a população se indignou e a Câmara prometeu reagir a mais esse custo no bolso da comunidade. Mas por uma falha de planejamento da Prefeitura.

Ontem, primeiro dia em que a cobrança da Área Azul deveria começar, não haviam sido instaladas as placas de sinalização que identificam os locais onde o estacionamento tem que ser pago e definem o tempo de permanência. Apenas os postes estavam lá.

Sem a devida identificação, a Empresa Municipal de Planejamento, Educação e Gestão em trânsito (MCTrans) não poderia multar os infratores.

O presidente da MCTrans, José Wilson Guimarães, afirmou que, de fato, a sinalização ainda não foi feita e o órgão decidiu adiar a cobrança, que só começará no dia 1º de julho.

“Nós tivemos atraso com alguns equipamentos por causa da greve dos caminhoneiros. Vamos iniciar a cobrança no dia 1º de julho, quando a sinalização estiver pronta”, disse José Wilson.

Ainda sem saber do adiamento e intimidados com as faixas que só foram retiradas no meio da tarde de ontem, muitos motoristas evitaram parar na avenida. Procuraram ruas próximas para estacionar. Mas, na avaliação dos comerciantes, a clientela havia reduzido consideravelmente ontem.

Um mototaxista que trabalha na região, e pediu para não ser identificado, disse que já observou um número bem menor de carros estacionados na via.

“Isso aqui ficava sempre cheio, principalmente no horário de almoço. Hoje (ontem) eu diria que já diminuiu cerca de 20%”, avaliou.

Vereadores criticaram a postura do município de implementar mais uma cobrança e prometem insistir no assunto na reunião de hoje.
 
DEBATE
A intervenção dos parlamentares será bem-vinda, principalmente para os comerciantes, que temem uma redução no movimento e nas vendas.

“Estão todos reclamando porque agora vai diminuir o movimento. Não tem mais a paradinha pra comprar um remédio ou outra coisa, porque é perigoso ser multado. Agora vou oferecer aos meus clientes o estacionamento ao lado, mas nem todos têm essa alternativa. O comerciante sai perdendo”, diz o comerciante Marcel Amaral.

Quem trabalha na região também reclama, pois terá um gasto a mais. É o caso da bancária Luzia Borges. “Estacionava por aqui e agora ficou terrível. Ter que trocar bilhete a cada duas horas ou pagar por estacionamento fica difícil”, lamenta.

Para tentar fugir da cobrança, mesmo que não tenha começado ontem, Luzia procurou ruas adjacentes mas, mesmo distantes, já estavam cheias. “Outros também buscaram essa alternativa”, acredita.

Presente diariamente na avenida Sanitária, o taxista Moisés Soares de Oliveira já percebeu a redução de movimento ontem, dia em que a cobrança começaria a valer. “Notei que hoje tem pouca gente. A área é comercial e de lazer. Com certeza vai influenciar no movimento dos restaurantes. Vai correr com os fregueses e, de alguma maneira, vai sobrar pra nós”, ressalta.
Colaborou Márcia Vieira

1º de julho nova data para início de implantação da Área Azul na avenida Sanitária

 

 

REPERCUSSÃO