Demora na reforma da passarela da avenida João XXIII, uma das principais vias da cidade, põe em perigo a população que circula na região central. Há quatro meses, o elevado foi interditado para obras, depois de denúncia de O NORTE. No entanto, cansados de esperar por uma reforma que não saiu do papel, pedestres retiraram tapumes que bloqueavam a passagem e voltaram a circular pelo espaço, que está com rachaduras, correndo o risco de desabar.

A passarela fica na avenida que dá acesso à estrada de Januária, onde estão a Unidade de Atendimento Integrado (UAI), um dos maiores supermercados de Montes Claros e o hospital Aroldo Tourinho. O fluxo de veículos é intenso durante todo o dia. 

A interdição da passarela e a falta de uma faixa exclusiva para pedestres levaram a população a disputar espaço com carros, motos e caminhões. No ano passado, segundo o Samu, 103 pessoas foram vítimas de acidentes de trânsito no trecho. Na época, a passarela já apresentava problemas.

Moradora do bairro Independência, Teresa Gomes, de 79 anos, é obrigada a atravessar a passarela 20 vezes ao mês para fazer dez sessões de fisioterapia uma em clínica ao lado da UAI. Vai com a ajuda da filha, Clarice. Mas ela também teme o desabamento da passarela. “Bate uma insegurança, (a passarela) é muito alta. Quando passamos, balança. Às vezes acho melhor andar mais, ir pelo Mercado Municipal. É sempre muito complicado”, afirma Clarice.

A dona de casa Rosane Dias de Almeida passou ontem pela primeira vez na passarela – e garante que foi a última. Ela voltou de mototáxi, por medo. “O piso está cheio de falhas, coberto precariamente com asfalto. É um caso sério”, diz. 

O secretário de Infraestrutura e Planejamento Urbano, Guilherme Guimarães, afirma que está sendo executado um projeto de duplicação da passarela. Mas não informou quando o problema será resolvido.