O Museu Regional do Norte de Minas, que fica em um casarão erguido há 135 anos na área histórica de Montes Claros, completa 20 anos em busca de recursos para a implantação de três projetos: melhoria da iluminação interna, acessibilidade e urbanização da área externa, usada apenas para apresentações teatrais ao ar livre.

As intervenções, orçadas em R$ 460 mil, foram apresentadas ontem à museóloga Célia Corsino, superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em Minas Gerais, responsável pela implantação do museu gerenciado pela Unimontes. 

A diretora do museu, professora Marina Queiroz, disse que a visita de Célia Corsino ocorre no momento em que toda uma programação é montada para proporcionar melhor estrutura aos visitantes. “Ela não assinou somente o projeto museológico, como foi efetivamente a responsável pela montagem, trabalhou não apenas na área técnica, como colocou a mão na massa, restaurou, limpou peças”, listou a diretora.

A superintendente do Iphan definiu, àquela época, a implantação do museu em quatro eixos: meio ambiente, ocupação do território, desenvolvimento urbano, saberes, fazeres e celebrações. “Na hora da inauguração, em tudo nós víamos o dedo de Célia, para nós mais que uma museóloga, um anjo”, diz Marina Queiroz.

Enquanto visitava o museu, Célia Corsino disse ao O NORTE que todo esforço será feito no sentido de aprimorar a estrutura do espaço. “Estou muito emocionada. Vejo que o museu cresceu, é outro, com todos os espaços ocupados. Superou minhas expectativas porque eu vi que é uma coisa viva, não está parada. As pessoas estão trabalhando de modo a aprimorar o que nós deixamos aqui, ou seja, podia ou não dar frutos, e deu”, comemora Célia, para quem o Museu Regional precisa de pequenos ajustes.

“É assim mesmo, a vida de um museu é muito dinâmica. As pessoas pensam que nos museus é para a gente deixar as coisas como estão, e não é assim. É preciso apenas ter consciência no que está mexendo, e o que vi aqui foi uma coerência naquilo que foi incluído, no que foi modificado”.
 
PROJETOS 
De acordo com a diretora do Museu Regional, a urbanização da área externa do prédio demandará recursos da ordem de R$ 300 mil. “Será tudo muito rústico, com jardins, café, espaço para realização de eventos”.

O projeto de iluminação está orçado em R$ 100 mil e o de acessibilidade, R$ 60 mil. Este seria prioridade, porque a visitação se restringe ao primeiro andar para menores de 6 anos e idosos. “Trata-se de um casarão, com escadaria muito íngreme, perigosa”, diz Marina.