A Secretaria de Estado de Saúde (SES) investiga três casos suspeitos de febre amarela na região Norte de Minas, um deles em Montes Claros. A informação está no último boletim epidemiológico da Pasta, divulgado na última terça-feira. A apuração vem ocorrendo ao mesmo tempo em que a Prefeitura de Montes Claros decide fechar preventivamente o Parque Florestal Sapucaia, às vésperas do Carnaval. Local foi considerado área de risco pelo município. 

De acordo com a Superintendência Regional de Saúde (SRS) em Montes Claros, as outras duas notificações investigadas são das cidades de Janaúba e Bocaiuva. Amostras de sangue foram encaminhadas para a Fundação Ezequiel Dias (Funed), em Belo Horizonte, para confirmação ou não da ocorrência da doença. 

O paciente de Montes Claros estaria, ainda segundo a SRS, internado desde a última quarta-feira no Hospital Universitário (HU). Porém, a unidade de saúde não confirmou nenhum caso suspeito em tratamento ou investigação para a doença em suas dependências. 

Conforme a Superintendência, os pacientes moram nas áreas rurais dos municípios e estiveram em região de mata antes de apresentar os primeiros sintomas de febre amarela. O vírus da doença é transmitido pela picada dos mosquitos infectados –na área urbana, o Aedes aegypti.

A Superintendência Regional de Saúde em Montes Claros informou ainda que intensificou a cobertura vacinal na região Norte e que aguarda para a próxima semana o resultado dos exames para tomar outras providências. 

Em Montes Claros, são 18 locais disponíveis para vacinação. O município possui cerca de 80% de cobertura vacinal, considerada boa por especialistas, o que reduz o risco de um surto da doença. 
 
PARQUE
A Prefeitura de Montes Claros decidiu fechar por tempo indeterminado o Parque Florestal da Sapucaia, que tem grande procura nos fins de semana e feriados por moradores da cidade. A medida é preventiva. 

“É um cuidado que estamos tendo pra não ter o problema e só depois tomar providência. Diante dos casos que estão acontecendo no Estado e a exemplo da capital mineira, decidimos pela interdição, por ser uma área de reserva e de risco. O Centro de Controle de Zoonoses vai fazer avaliação e decidir o que será feito daqui pra frente”, disse Anildes Evangelista, gestora de Parques da Secretaria Municipal de Meio Ambiente.

“Acredito que o órgão ambiental tenha feito uma análise detalhada para tomar a decisão de fechar o parque. Quanto à prevenção, é recomendável que aqueles que costumam frequentar a zona rural ou áreas silvestres evitem a exposição, usem roupas compridas e usem repelente nas partes descobertas”, recomenda a infectologista Claudia Biscotto.