A solidariedade fez Montes Claros fechar 2017 com uma média de cem novos doadores potenciais de medula óssea por mês. O objetivo da Hemominas era o de conseguir mil voluntários ao longo do ano. Minas também atingiu a meta estabelecida, com 30.800 voluntários cadastrados. 

Segundo o Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome), em 2017, 37 pessoas cadastradas em Minas encontraram receptores compatíveis e puderam receber a doação de medula óssea. 

A medula óssea é responsável pela regeneração das células, podendo ser coletada via aférese (líquido sanguíneo) ou pelo sangue do cordão umbilical. 

Interessados em serem doadores devem procurar um hemocentro para se cadastrarem. No Norte de Minas, a ficha é feita no Hemominas, onde também é colhida uma amostra de sangue para identificar as características genéticas do doador em potencial. Essa pessoa só será chamada para o procedimento de doação da medula quando houver um paciente na fila de espera de transplantes compatível com ele. 

“O Hemominas apenas faz o cadastro do doador. Os pacientes que necessitam da medula devem entrar no site do Redome e preencher as informações necessárias. É importante destacar que enquanto o paciente aguarda um doador compatível ele necessitará de doações de sangue. Então, solicitamos a quem for se candidatar à doação de medula óssea para que aproveite a ida ao Hemocentro e doe sangue também”, diz Rosana Silva, responsável pela equipe de captação e cadastro de doadores do Hemominas. 

Em Montes Claros não há dados sobre a quantidade de pessoas aguardando o transplante, já que todas as demandas vão para um cadastro nacional. Ainda de acordo com o Redome, no Brasil cerca de 850 pessoas aguardam transplante de medula. As chances de encontrar um doador que não seja da família é de uma a cada 100 mil pessoas.

O Hemominas funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h30, e fica à Rua Urbino Viana, 640, Vila Guilhermina.