Os pais que já organizam as compras do material escolar dos filhos devem se preparar para encontrar preços mais caros em relação a 2016. De acordo com a Associação Brasileira dos Fabricantes e Importadores dos Artigos Escolares (Abifiae), os preços dos produtos devem estar, em média, de 8% a 10% mais caros neste ano. 

Diante desse cenário, o economista Aroldo Rodrigues, colunista de O Norte, recomenda aos pais e responsáveis que pesquisem bastante antes de comprar o material e que antecipem as compras. “Todo ano nessa época tem um aumento considerável nos preços. Essa média de 8% até 10% está acima da inflação e pode esta associada à grande procura. Quanto mais próximo o período de inicio das aulas, mais os preços sobem”, explica. 

Para o economista, o planejamento financeiro é a melhor opção para ter acesso aos materiais com preços mais em conta. “O certo é fazer pesquisa e anotar para saber se é o melhor preço. Pesquisas online também podem auxiliar na hora de fazer a comparação, utilizando o menor preço e a qualidade como referenciais”, finaliza. 

QUALIDADE 
Além de pensar na economia, é preciso conversar com os filhos para que colaborem na hora da escolha dos materiais, como é o caso de Jeane Carine Rocha, 39 anos, auxiliar de serviços gerais, moradora da região de Francisco Sá. “Eu e minha filha já havíamos conversado em casa que, devido o valor dos produtos, poderíamos dividir entre produtos melhores e produtos intermediários, e assim não deixamos de levar nada”, conta. 

Acompanhada da cunhada, Maria Clara da Cruz, 35 anos, que além de mãe é professora do 1° a 5° ano em Francisco Sá, acredita que uma pequena diferença entre valor e qualidade do produto pode fazer toda diferença ao final da compra. 

“Penso pelos dois lados: o que meu filho vai gostar e o que realmente é útil, inclusive para o uso coletivo. Sempre penso na qualidade. Nem sempre o mais barato é a melhor opção”, diz.
 
FATURAMENTO
De acordo com o gerente comercial de uma das maiores redes de papelaria de Monte Claros, Antonio Carlos Silva, as vendas têm surpreendido desde dezembro, já que muitas pessoas optaram por presentear no Natal com mochilas, lancheiras entre outros produtos. Ele explica ainda que existe uma variação de preços, porém alguns produtos permanecem com preços do último ano. 

“Os produtos comprados no ano de 2017, entre maio e junho, nós conseguimos manter o valor. Entretanto, devido à alta na taxa de alguns itens, as reposições de compras feitas entre agosto e setembro permanecem com o acréscimo. São pequenas variações que não têm afetado as vendas. A expectativa é que, até o inicio das aulas, tenhamos uma procura de até 20% a mais que o último ano”, relata.