Depois de um funcionário da administração municipal ser flagrado fazendo serviço particular na casa de um secretário e o prefeito não ir a público se pronunciar sobre o assunto, mais uma falha considerada grave por parte de outro servidor, desta vez do Hospital Alpheu de Quadros, provoca alvoroço na cidade e levanta questionamentos sobre a gestão.

Neste final de semana, enquanto dava expediente no turno da noite, uma servidora foi flagrada assistindo a um filme pelo celular, enquanto o aparelho de telefone do hospital permanecia fora do gancho.

Fontes disseram que, neste mesmo instante, o Samu estaria aguardando retorno sobre a transferência de uma criança para o hospital. O assunto viralizou e a população iniciou uma cruzada nas redes sociais cobrando resposta do prefeito Humberto Souto, que não foi encontrado para falar sobre o assunto.

Procurada pela reportagem, a secretária de Saúde, Dulce Pimenta, não atendeu as ligações. A gerência do hospital disse ter tomado conhecimento do fato pelas redes sociais e já teria identificado a funcionária. 

“Ela é uma funcionária efetiva e temos que seguir os trâmites legais. Já foi acionada pela direção e vamos instaurar processo administrativo. É a primeira vez que tomamos conhecimento deste tipo de situação e a nossa diretoria já está fazendo todas as tratativas junto à Secretaria de Saúde”, disse a gerente do pronto-atendimento, Rita de Cássia Vieira. 

A coordenadora responsável pela servidora disse que só irá se posicionar depois de ouvi-la. “Até agora o que sabemos é o mesmo que todos vocês, pelas redes sociais. Vamos conversar com a funcionária antes de nos posicionarmos”, pontuou.
 
ALTA DEMANDA
O Hospital Alpheu de Quadros pertence ao município e só no pronto-atendimento recebe entre 8 mil e 10 mil pessoas por mês. Uma das principais reclamações da população é exatamente com relação ao atendimento.

O vereador Marlon Xavier, durante a prestação de contas da Secretaria de Saúde, chegou a pedir uma audiência pública específica para a unidade de saúde, a fim de encontrar uma saída para as diversas reclamações da população.

“Sou a favor do diálogo. Se havia um paciente à espera de atendimento, é preciso considerar o direito desse paciente. Mas tem que ouvir também a justificativa dessa funcionária”, diz o vereador Valdivino Soares, médico e membro da Comissão de Saúde do Legislativo. 

A expectativa agora é a de que os vereadores cobrem um posicionamento do prefeito durante a reunião de hoje na Câmara.