Mineiros credores do governo do Estado estão na mira de criminosos. Bandidos estão ligando para quem tem dívidas a receber (os chamados precatórios) se passando por advogados e servidores do Tribunal de Justiça de Minas (TJMG). Na conversa, pedem dados bancários para a liberação de um cheque no nome do beneficiário. E costumam exigir o depósito de R$ 5 mil para bancar custas processuais.

Dados da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) apontam que, em média, 95 casos de estelionato foram registrados por dia em Minas no ano passado. 

Em alguns casos, os falsários oferecem comprar o crédito do cidadão por montante bem abaixo do que ele tem direito. “Falam que vai demorar muito tempo para receber (o precatório). São informações enganosas e os prejuízos, irreparáveis”, frisa Daiane de Almeida, assistente técnico do TJ.

O presidente da Comissão de Precatórios da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MG), José Alfredo Baracho, reforça a necessidade de confirmar a informação recebida e não passar dados bancários por telefone, e-mail ou mensagem como forma de não cair em golpes. “Há quem confie facilmente nessas ligações. Deve-se sempre procurar o advogado ou o próprio TJ”.

Conforme a assessoria de Precatórios da Justiça, a notificação do pagamento de dívidas do Estado é feita formalmente e a decisão é publicada no tjmg.jus.br. 

Procurada para comentar o crime, a Polícia Civil informou que nenhum boletim de ocorrência referente a esse tipo de estelionato foi registrado na corporação.