Durante a greve dos caminhoneiros, que provocou desabastecimento em todo o país e afetou Montes Claros e várias cidades do Norte de Minas, o Gabinete de Gestão Integrada avalia que conseguiu atuar para amenizar os problemas em várias áreas.

Criado pelas forças de segurança locais para administrar a crise, o balanço dos integrantes é a de que conseguiram conter abusos e oferecer uma situação bem próxima da normalidade na cidade e região. 

Os números divulgados ontem pela Polícia Militar, que encabeçou a operação, revelam que as ações garantiram a escolta de mais de 1,2 milhão de litros de combustível; de 190 toneladas de alimentos para a população, tida como segunda situação na escala de prioridades e com iminente possibilidade de escassez. 

Além disso, foram preservados dois milhões de aves e 5 mil suínos com a chegada de ração e insumos e feita a escolta de 20 mil botijões de gás para o Norte de Minas. O trabalho do grupo ainda garantiu a chegada de produtos para tratamento de água de várias cidades da região.

“Os resultados por si só comprovam a atuação dos órgãos envolvidos. Os números vêm ratificar a importância da união de todos, instituições públicas e privadas, com diálogo e visando a preservação da ordem”, disse o coronel Evandro Borges, Comandante da 11ª RPM.

Durante a atuação do comitê, não houve ocorrência de grande porte. Onde havia alguma resistência, a liberação de vias e veículos foi negociada de forma pacífica.

A reunião realizada ontem encerra também a atuação oficial do comitê. Mas, em uma eventual necessidade, o grupo poderá ser reativado.

“Encerramos a atuação, mas estamos o tempo todo a postos e, em caso de qualquer necessidade, vamos debater e atender a necessidade da população. Agora, cada órgão vai continuar dentro das suas atribuições”, complementou o comandante.

COMBUSTÍVEIS
O Minaspetro, que também participou do comitê, informou que a redução de R$ 0,46 no preço do diesel, determinada pelo governo federal, ainda não chegou a todos os postos porque as distribuidoras não estariam repassando o produto com desconto.

“Há a impressão de que os donos de postos estão segurando o preço, mas é uma reação em cadeia. Somos o último da ponta. A redução tem que vir da distribuidora”, pontuou Gildeon Durães, presidente da organização na região.