Os cemitérios municipais Jardim da Esperança e Senhor do Bonfim são alvos de ladrões, vândalos e usuários de drogas. Pessoas que desrespeitam o bem público e privado e provocam prejuízo e tristeza.

No último sábado, um homem entrou no Senhor do Bonfim, em plena luz do dia, por volta das 12h, e destruiu seis túmulos. 

Segundo o gerente, José Geraldo Dias, que assumiu a gestão da necrópole há dois meses, o autor do ataque – que foi identificado e seria usuário de drogas – esperou o momento em que o guarda deixou o local para comprar o almoço para pular sobre os túmulos, derrubando as peças e quebrando vasos e suportes. 

No local é possível encontrar monumentos avaliados em até R$ 100 mil. 

Hermínia Vasconcelos Ladeira, de 76 anos, coincidentemente estava no cemitério na hora em que o homem quebrava os jazigos, mas só percebeu a destruição quando ele já havia fugido do local.

O túmulo dos pais e da irmã dela foi completamente depredado. O conserto foi orçado em R$ 3.500. Ela conta que mais que o prejuízo financeiro, a destruição afeta a questão sentimental. 

“Quem é capaz de fazer isso? É um sentimento de tristeza em ver tudo desse jeito”, disse.

Segundo o gerente, a prefeitura não é responsável pelos túmulos e o prejuízo fica para as famílias. Ele admite, no entanto, que a segurança é de responsabilidade do Executivo.

O cemitério tem um vigia no turno da manhã e dois à noite. Eles cuidam de um espaço com mais de 25 mil jazigos. É frequente o registro de roubo de pequenos objetos. Pessoas também pulam o muro para usar drogas. 

Maria Soledade Rocha, de 75 anos, já trabalhou no cemitério cuidando de túmulos particulares. Hoje, por problemas de saúde, realiza as atividades somente para a família. Um jazigo de parentes da vizinha de Maria também foi depredado. 

“Eu cheguei a cuidar desse túmulo por bastante tempo. A sepultura de minha mãe está bonita, coloquei flores lá. Só falta agora ir lá também”, disse, assustada.