Doze alunos da Escola Estadual Carlos Versiane, no Centro, ficaram feridos após o desabamento de uma das paredes do imóvel. Entre as vítimas está um adolescente de 13 anos que sofreu traumatismo crânio-encefálico (TCE) e está internado em estado grave. As aulas estão suspensas até sexta-feira. 

A escola tem 736 alunos, dentre os quais 370 estudam no período da manhã. O acidente aconteceu no horário do recreio, enquanto os estudantes seguiam para a cantina. Parte da parede que dá acesso ao andar superior do prédio veio abaixo. Dos feridos, nove foram encaminhados a hospitais da cidade.

Segundo a Santa Casa, o jovem em estado mais grave está estabilizado. Até o fechamento desta edição, o paciente respirava sem ajuda de aparelhos. Das outras três vítimas levadas à unidade, uma foi liberada ontem e as outras duas estão estáveis. Os outros cinco adolescentes feridos foram atendidos e liberados pelo Hospital Universitário.
  
RACHADURAS 
A diretora da escola, Maria das Neves, contou que o local tinha pequenas rachaduras e havia sido reformado recentemente. O Secretário da Defensoria Social, Anderson Chaves, destacou que, nesse caso, a Defesa Civil deveria ter sido informada. 

“Deveria ter sido informado à Defesa Civil sobre o problema para fazermos o levantamento. Agora, vamos emitir um laudo que vai indicar a necessidade ou não de uma reforma ou mesmo construir novas que tragam segurança”, afirma.

Segundo o coronel do Corpo de Bombeiros Waldecir Gouveia Rodrigues, o acúmulo de pessoas em um dos lados da parede possivelmente foi o motivo do desabamento, mas só uma vistoria detalhada poderá definir as causas.

Por nota, a Secretaria de Estado da Educação de Minas lamentou o ocorrido e disse que presta auxílio às vítimas e acompanha as investigações. “A SEE esclarece ainda que não há nenhum pedido de reforma desse prédio e que a infraestrutura geral da unidade, de acordo com o último diagnóstico da escola, encontrava-se em boas condições”. 

Desespero na hora da queda

As alunas Any Caroline e Ana Luiza tiveram alguns ferimentos leves e contam que ficaram apavoradas na hora do acidente. Ana Luiza conta que tentou se segurar na lateral da parede, mas acabou caindo junto com os outros.

“Na hora que eu vi que a parede começou a balançar eu tentei me segurar, mas vi um monte de pessoas vindo para cima. Não teve como e acabei machucando as costas”, disse, ainda emocionada.

Any Caroline relatou a preocupação ao lembrar que um dos colegas feridos bateu com a cabeça no chão e foi pisoteado pelos outros que caíram em seguida. A avó da garota, Evany Brant Rodrigues, ainda estava em choque com a notícia, e falou que só se acalmou depois que encontrou a neta. “Quando eu e a mãe dela chegamos ao local, vimos um monte de carros do Samu e Bombeiros e eu saí correndo para pegar minha neta. Foi desesperador. Ela machucou o braço e a perna, mas graças a Deus não foi sério”, diz aliviada.