A economia mineira receberá uma injeção de R$ 18,156 bilhões até dezembro por conta do pagamento do 13º salário a cerca de 8,8 milhões de trabalhadores do mercado formal, o correspondente a 9% do total de pessoas que terão acesso ao benefício no Brasil e a 22,6% da região Sudeste.

De acordo com estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socio-econômicos (Dieese), o montante representa em torno de 3,2% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual. Em média, o trabalhador mineiro receberá R$ 1.870,80, valor menor do que a média nacional, de R$ 2.251.

Segundo o supervisor do Dieese em Minas, Fernando Ferreira Duarte, o 13º salário, já tradicionalmente muito bem-vindo, é ainda mais esperado em tempos de crise. “O dinheiro é fundamental para a dinâmica da economia e já faz parte do cotidiano das famílias. Em tempos de aperto financeiro, ganha ainda mais importância. É o 13º salário que suporta as compras e festas de fim de ano, o pagamento de impostos em janeiro e serve também para custear a matrícula e o material escolar”.
 
EM DIA 
Com grande parte da população endividada, muitos trabalhadores devem usar uma fatia do abono natalino para quitar contas em atraso. “Cada família dá a destinação que considera mais pertinente. Mas com a crise é certo que muitos trabalhadores vão mesmo quitar débitos”, diz.

No Estado, os empregados do mercado formal, celetistas ou estatutários representam 56%, enquanto pensionistas e aposentados do INSS equivalem a 44%. O emprego doméstico com carteira assinada participa com 2,9%.

No país, o levantamento do Dieese sobre o 13º salário mostra que R$ 200,5 bilhões serão pagos neste ano a aproximadamente 83 milhões de trabalhadores –valor equivale a mais de 3% do PIB.

Do montante total, 49,4% devem ficar nos estados do Sudeste, que concentram a maior parte dos empregos formais, aposentados e pensionistas. 

O maior valor médio para o 13º deve ser pago no Distrito Federal (R$ 4.234) e o menor, no Maranhão e Piauí – ambos com média próxima a 
R$ 1.544