Investigadores da Polícia Civil estiveram na tarde de ontem na casa do vigia Damião Soares dos Santos, de 50 anos, autor de um ataque que deixou quatro crianças mortas dentro de uma creche em Janaúba, no Norte de Minas.

No local, foram apreendidos vários galões de álcool. Segundo o delegado Renato Nunes, o vigia era funcionário público da Prefeitura de Janaúba, mas estaria afastado. Ele teria problemas mentais e seria obcecado por crianças.

Ainda de acordo com o delegado, em 2014, Damião teria feito uma denúncia ao Ministério Público de que estaria sendo envenenado pela mãe, mas nada foi provado. “Isso era coisa da cabeça dele”, disse. 

Já nesta semana Damião dos Santos informou a familiares que iria morrer. Ontem, completou três anos que o pai do vigia morreu. 

“O autor teria dito à família que daria um presente a eles e morreria nesta semana”, informou o delegado.
 
NA CRECHE
O delegado Bruno Fernandes, responsável pelo caso, disse que o vigia teria ido à creche para entregar um atestado médico à direção da instituição. 

“A diretora está em estado de choque, ainda não teve condições de esclarecer o que, de fato, o vigia foi fazer na escola”, explica.

Ainda de acordo com o delegado, o vigia morava sozinho, era conhecido na região por ser uma pessoa discreta e, segundo um vizinho, “pouco falava ou saía de casa em dias de folga”, completou.

“Eu o conhecia, mas ninguém imaginava. Sim, ele ficava sentado aqui e a gente conversava com ele demais, mas ninguém imaginava o que passava pela cabeça dele”, disse Lourival da Silva, vizinho da creche Gente Inocente.

 

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) designou os promotores de Justiça Danniel Pimenta e Vanessa do Carmo Diniz, para acompanhar o caso e adotar as medidas cabíveis referentes ao incêndio em uma creche do município