O Rio das Velhas, maior afluente do São Francisco e o maior poluidor do principal curso d’água do Norte de Minas, vai receber R$ 530 milhões em obras de saneamento. O investimento, anunciado ontem, será feito pela Copasa em cinco anos e ocorrerá em quase 30 cidades mineiras. O objetivo é reduzir o lançamento de resíduos na bacia.

Atualmente, segundo o diretor de operação metropolitana da Copasa, Rômulo Perillo, apenas a Região Metropolitana de Belo Horizonte joga 700 litros por segundo de esgoto no rio. E outras fontes de contaminação ajudam o rio a despejar grande quantidade de poluição no São Francisco, na cidade de Várzea da Palma, onde o Velhas encerra a jornada. Ainda não há uma estimativa de quanto dessa poluição será reduzido ao fim das obras prometidas.
 
TRATAMENTO
O maior investimento previsto será na Unidade de Tratamento de Esgoto (UTE) de Ribeirão da Mata. Serão R$ 145 milhões na ampliação do sistema de esgotamento sanitário que inclui as cidades de Capim Branco, Matozinhos, Pedro Leopoldo, Ribeirão das Neves, São José da Lapa e Vespasiano.

As UTEs de Arrudas e Onça, dos municípios de Belo Horizonte e Contagem, vão receber R$ 141 milhões.

Para as intervenções nas UTEs localizadas nos ribeirões de Caeté e Sabará, o previsto é um gasto de R$ 130 milhões até o ano de 2.022.

Segundo o presidente da CBH Rio das Velhas, Marcus Vinícius Polignano, pelo menos 16 prefeitos mineiros assinaram termos de compromissos. Mas o esforço é para que todos os gestores dos 51 municípios cortados pelo rio façam parte do projeto.

“Temos que fazer gestão do território e não só da água. Se não preservarmos as nascentes e afluentes, além de fazer uso sustentável do solo, não vamos ter mais água. Os rios estão secando e cada gota faz diferença”, afirma.