Nesta sexta-feira (15) é o último da campanha de vacinação contra a gripe, já prorrogada por duas semanas em todo o país. E ainda há 21 mil crianças menores de 5 anos sem proteção nos 53 municípios sob a responsabilidade da Superintendência Regional de Saúde do Norte de Minas. A meta é imunizar 67.702 crianças, mas somente 68% desse público foi levado aos postos de saúde – menor índice dentre os públicos-alvo.

Uma situação preocupante, pois os pequenos, além dos idosos, são os que mais sofrem os efeitos do vírus. O baixo índice preocupa as autoridades. O Ministério da Saúde anunciou, na terça-feira, que, após o fim da ação, os municípios poderão ampliar a imunização para crianças de 5 a 9 anos e adultos de 50 a 59 anos, desde que haja doses da vacina disponíveis.

Na área de cobertura da Superintendência Regional de Saúde, 84% do público-alvo foram imunizados. Mas ainda há quase 37 mil pessoas desprotegidas. Além disso, há diferenças no índice de cada um deles. 

O maior percentual de adesão corresponde aos idosos, dos 108.592 esperados para vacinação, 102.943 já compareceram aos postos de atendimento. 

Em Montes Claros, pelo menos 27 Equipes de Saúde da Família estão mobilizadas para atender os 82.754 moradores que fazem parte da população vulnerável.  
 
MEDO
Uma das hipóteses para os baixos índices de crianças e grávidas imunizadas é que muitas delas devem ter procurado a rede privada para se vacinar, logo que foram anunciados os primeiros casos de gripe no Estado. Porém, o infectologista Unaí Tupinambás afirma ser necessário, também, considerar que muitos pais temem vacinar os filhos.

“Há uma grande discussão em torno disso, alguns receiam uma incidência maior de resfriados após a imunização e até outros problemas, como o autismo, mas não há nada comprovado cientificamente”.

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES), a partir de 18 de junho cada município deverá buscar estratégias para continuar vacinando os grupos, em especial crianças, gestantes, idosos e pessoas com alguma doença crônica.

Sobre a ampliação da faixa etária anunciada pelo Ministério da Saúde, a SES informou que não haverá envio de novas remessas, uma vez que todo o estoque do Estado já foi repassado aos municípios.
Com colaboração do Hoje em Dia