Oito instituições assinaram um acordo de cooperação técnica que visa combater os ataques a bancos em Minas. O documento apresenta o planejamento de ações para a prevenção e repressão dos crimes, que têm ocorrido principalmente no interior do Estado. 

Detalhes do pacto são mantidos em sigiloso por questões de segurança. A formalização do acordo foi feita durante reunião da Câmara de Coordenação das Políticas de Segurança Pública do Estado, nesta semana.
 
COORDENAÇÃO 
O secretário de Estado de Segurança Pública Sérgio Menezes destacou a importância da ação integrada que trará “convergência e ganho em escala de resultados”. A coordenação das ações ficará a cargo da secretaria.

“O crime de explosão de caixa eletrônico traz consequências que extrapolam a questão da segurança. Há impactos sociais e econômicos para cidades, muitas vezes pequenas, que dependem daquele terminal”, disse o secretário Sérgio Menezes. “Nosso foco é sempre reduzir os números e trabalhar cada vez mais para minimizar o impacto para o cidadão”, acrescentou Menezes.

Presentes na reunião, o procurador-geral de Justiça de Minas, Antonio Sérgio Tonet, e o chefe da Polícia Civil de Minas, João Octacílio Silva Neto, também destacaram a importância do acordo.
 
PRISÕES
O comandante da Polícia Militar, coronel Helbert Figueiró de Lourdes, anunciou que, de 12 de junho a 12 de setembro deste ano, pelo menos 50 pessoas envolvidas em ataques a bancos foram detidas pela corporação.

Segundo ele, “os esforços conjuntos de todos os órgãos” já têm mostrado resultados. 

“Entre as 50 pessoas, por exemplo, estão dois suspeitos presos em Capitão Enéas, em setembro. Eles foram conduzidos após perseguição e realização de bloqueios pela Polícia Militar. Com eles, havia malotes com dinheiro manchado e, também, dinamites”.
 
ESTATÍSTICAS
A atualização dos dados de crimes de explosões de caixas eletrônicos, até setembro, mostra redução de 36%. Nos noves primeiros meses do ano passado foram 189 ocorrências, contra 120 em 2017. A população também pode ajudar por meio do Disque Denúncia (181). A ligação é gratuita e o sigilo, garantido. 

“Comerciantes, donos de hotéis, pousadas, bares, população em geral podem contribuir muito. Devem informar e denunciar quando há circulação de pessoas diferentes pela cidade, que chegam com bagagem incompatível com a quantidade de dias que vão ficar, alugam sítios sem contrato formal, apenas verbal, pagam em dinheiro quantias altas e, muitas vezes, nem sequer negociadas”, afirma Sérgio Menezes.

Participaram da assinatura do acordo de cooperação técnica as secretarias de Segurança Pública e Administração Prisional, Ministério Público, Bombeiros e as polícias Militar, Civil, Federal e Rodoviária Federal.