A Prefeitura de Ja-naúba e o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) anunciaram ontem o pagamento das indenizações às vítimas e familiares do ataque à creche Gente Inocente a partir de janeiro. Os detalhes do acerto foram divulgados em uma coletiva de imprensa realizada na cidade. 

A intenção é que parentes dos 13 mortos e das vítimas de queimaduras de segundo e terceiro graus recebam R$ 12 mil, enquanto as outras pessoas afetadas pela tragédia terão direito a R$ 6 mil. 

Os valores serão parcelados em 12 vezes, entre janeiro e dezembro de 2018, com os pagamentos realizados no último dia útil de cada mês. 
 
ACORDO 
As quantias e a forma de pagamento foram acordados em um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado no início deste mês entre a Prefeitura de Janaúba e o MPMG. O acordo ainda precisa ser homologado Justiça mineira, o que deve acontecer nos próximos dias, segundo a promotoria. 

Os valores antecipató-rios não impedem que as famílias das vítimas busquem na Justiça uma indenização maior pelas perdas de entes queridos ou por danos na saúde provocados pelo incêndio. Mas os valores pagos pela prefeitura deverão ser abatidos das indenizações futuras.
 
O CASO
No dia 5 de outubro, o vigia da creche Gente Inocente, Damião Soares dos Santos, de 50 anos, atraiu parte dos alunos para uma das salas e ateou fogo contra o próprio corpo e em crianças da instituição. No total, morreram 13 pessoas: nove estudantes, uma professora uma auxiliar de ensino, uma funcionária da creche e o autor do crime. 

Mais de 40 pessoas ficaram feridas por queimaduras e por inalar a fumaça tóxica do local e foram atendidas em hospitais de Janaúba, Montes Claros e Belo Horizonte.

Uma servidora da creche e uma criança ainda permanecem internadas no Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, nas capital mineira.