O processo de concessão de autorização para realizar pesquisa científica em uma Unidade de Conservação (UC) de Minas Gerais vai ficar mais rápido a partir deste ano. A Portaria 130 do Instituto Estadual de Florestas (IEF), publicada no Diário Oficial de Minas Gerais, desburocratiza este trâmite, uma vez que, para estudos realizados em UCs estaduais com coleta de fauna já não será preciso solicitar a autorização do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

“A não ser que envolva coleta de espécies ameaçadas de extinção na lista federal, a autorização agora é solicitada apenas ao IEF. Até então, o pesquisador precisava pedir tanto ao ICMBio quanto ao Instituto Estadual. A mudança reduz a burocracia e o prazo para análise do processo”, explica a gerente de Projetos e Pesquisas do IEF, Janaína Aguiar.

A medida vai facilitar estudos em unidades situadas no Norte de Minas, que constantemente são procurados por cientistas de todo o país. No Parque Estadual de Grão Mogol, pesquisadores do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro estudam a conservação espécie Discocactus horstii, um cacto em perigo de extinção.

“As Unidades de Conservação, por serem áreas protegidas, abrigam populações importantes para o desenvolvimento de estudos que embasarão medidas de conservação efetivas para as espécies”, explica a pesquisadora Nina Pougy. 

Sérgio Henrique Santos faz levantamentos na maior unidade de conservação de Minas Gerais, a Área de Preservação Ambiental (APA) Pandeiros, que abrange as cidades de Januária, Bonito de Minas e Cônego Marinho. “Queremos delinear o perfil das plantas da região no tratamento da Síndrome Metabólica e instruir a população local sobre sua utilização adequada”, conta o pesquisador. 
(Com Agência Minas)