A Prefeitura de Chapada Gaúcha acionou o Ministério Público para pedir a desocupação de terras invadidas recentemente por moradores da cidade. Entre as propriedades ocupadas estão a horta comunitária, uma área verde da creche municipal, outra área de proteção onde não pode ocorrer desmatamento e a pista de pouso, que está fechada em decorrência da invasão. Outro terreno invadido seria da extinta Ruralminas, que pertence ao Estado. 

De acordo com o prefeito Jair Montagner, os envolvidos teriam alegado que não têm casa e que pagam aluguel, mas entre eles estariam funcionários públicos e pessoas que já possuem imóvel.

“No grupo há servidores públicos e pessoas com condição financeira. Nós acreditamos que a situação é incentivada por adversários políticos. Os produtores estão preocupados e não se sentem seguros em suas fazendas”, diz o prefeito, que afirma ter a maior parte da população vivendo em função da agricultura e que os ocupantes ameaçaram construir nas áreas públicas. 

Secretário de Obras da cidade, Fábio Toledo revela que em dezembro de 2017 a prefeitura abriu pesquisa para diagnosticar o déficit habitacional do município de 13 mil habitantes e o perfil dos moradores. 

“Até o prazo final, 31 de janeiro deste ano, 253 famílias responderam ao nosso questionamento. Estamos compilando os dados para protocolar na Companhia de Habitação do Estado de Minas Gerais (Cohab) e pleitear conjunto habitacional adequado ao perfil do morador, se de baixa ou média renda. Já temos quatro conjuntos na cidade, sendo três na zona urbana e um no distrito, mas até onde sei, essa invasão é de pessoas que não têm necessidade de imóvel”, relata.

A reportagem de O NORTE conversou com uma pessoa que se identificou apenas como Maria e disse ser parente de integrantes do movimento. Ela declarou que a terra ocupada pertencente ao Estado estaria ociosa e o pleito do movimento, que não tem líderes, seria para negociar o terreno a baixo custo. 

Quanto à área que pertence ao município, informou que desconhece os ocupantes e que por ser área de preservação entende que não poderá servir para posterior negociação.