A música, a gastronomia e a cultura mineiras ganharam espaço ontem no plenário da Câmara dos Deputados. O Dia de Minas Gerais, instituído no calendário como 16 de julho, foi comemorado no Congresso com a participação do grupo folclórico Banzé e do cantor Téo Azevedo.

A celebração foi realizada a partir de requerimento da deputada federal Raquel Muniz (PSD), presidente da Comissão de Cultura, que levou ao local convidados de todas as partes do Estado, parlamentares e representantes da cultura mineira.

“É uma honra entrar nesta Casa, onde tomam-se decisões tão importantes para o nosso país. É uma semelhança com aquilo que o grupo faz, que é trabalhar em prol do povo. Há 50 anos fazemos a pesquisa, difusão e preservação do nosso folclore”, disse Gustavo Colares, atual diretor do Banzé e neto da fundadora, Maria José (Zezé) Colares.

O deputado Marcos Montes, nascido no Triângulo Mineiro, destacou que Minas é um Estado diverso, mas que todas as regiões trazem um ponto em comum. “Não há dúvida de que uma coisa une a todos, seja em qual região for: a hospitalidade e a garra”, declarou.
 
APRESENTAÇÕES
Grupos foliões de João Pinheiro e os músicos Gabi Viola e Canhoto, de Urucuia, também abrilhantaram a festa, que reuniu ainda representantes dos clubes de futebol.

O senador Antonio Anastasia (PSDB) enviou mensagem parabenizando a deputada Raquel Muniz pela iniciativa e destacando a importância da sessão. “Lamento não participar deste momento. Somos orgulhosos e curiosos de nossas histórias e nossas tradições. Nos inspiramos em nossos antepassados para planejarmos e construirmos um futuro com desenvolvimento, sustentabilidade e justiça social”, ressaltou.

Já o deputado Gabriel Guimarães (PT) disse que a comemoração valoriza aspectos importantes do Estado, que já exportou líderes, como o ex-presidente Juscelino Kubitschek, nascido em Diamantina e idealizador de Brasília.

“De tudo que já foi dito, de coisas tão importantes, lembramos aqui de líderes que marcaram a história da política nacional e pessoas que honraram e levaram o nome da nossa cultura, como JK e o escritor Guimarães Rosa. O nome do nosso Estado remete a uma importante atividade econômica e à riqueza, e a uma demonstração do que o nosso Estado representa”, disse Guimarães.

Para Raquel Muniz, cultura é investimento e as pessoas têm percebido isso. “Em tempos difíceis, as cidades que resolvem continuar promovendo os seus eventos culturais sabem que isso provoca alegria nas pessoas e, sobretudo, aquece a economia. Conseguimos mostrar isso para o Brasil. Aqui a gente tem oportunidade de mostrar que as leis mudam de acordo com os nossos costumes, com a nossa cultura, daí a importância da comissão, que de maneira alegre e participativa tem até quebrado alguns protocolos, mostrando o jeito de receber do mineiro e fomentando a cultura de todas as regiões”, declarou a deputada Raquel Muniz.