Quadrilha envolvida na explosão da agência da Caixa Econômica Federal (CEF) em Capelinha, no Vale do Jequitinhonha, foi desarticulada neste fim de semana na cidade de Ouvidor, em Goiás. O grupo era procurado pelas polícias mineira e goiana por envolvimento em vários ataques a bancos nos dois Estados. Quatro pessoas foram mortas durante confronto com a Polícia Militar de Goiás. O único sobrevivente foi preso em uma estrada vicinal na rodovia GO-330 entre os municípios de Catalão e Ouvidor.

“Militares faziam fiscalização na estrada quando deram ordem de parada para um caminhoneiro. O motorista simulou parar e, quando nos aproximamos, eles começaram a atirar”, contou o chefe da assessoria de imprensa da Polícia Militar de Goiás, tenente-coronel Marcelo Granja.

Na tentativa de desviar da polícia, os suspeitos abandonaram o caminhão em uma estrada às margens da rodovia. Dentro do veículo os militares encontraram documentos da agência bancária de Capelinha. “Foi quando o setor de inteligência da polícia contactou a polícia mineira, que confirmou o ataque ao banco e que o grupo estava sendo procurado em Minas”, completou o oficial.
 
CAÇA INTENSA
A polícia de Goiânia desencadeou uma megaope-ração para localizar e prender os criminosos. Numa segunda troca de tiros com os militares quatro morreram.

Num matagal que chegou a servir de esconderijo para os suspeitos a polícia apreendeu uma submetralhadora, uma pistola .45, duas pistolas 380, munição, coletes à prova de bala, toucas ninja, pares de luvas, além de explosivos e R$ 33 mil em dinheiro.

O crime em Capelinha ocorreu na madrugada do último dia 2. Homens fortemente armados trocaram tiros com militares após explodirem caixas eletrônicos no centro do município. Na fuga, dispararam tiros contra a delegacia e o quartel da cidade.

Os homens eram todos de Uberlândia, no Triângulo Mineiro. Segundo o delegado regional da Polícia Civil de Catalão (GO), Jean Carlos Arruda, o grupo era monitorado há dois meses. “Em julho deste ano, descobrimos o esconderijo em Aparecida de Goiânia. Na época, fomos ao local para cumprimento de mandado de prisão. Houve confronto e dois suspeitos morreram”, detalhou.

O caso será investigado em conjunto pela Polícia Civil de Minas e de Goiás. Para o delegado, a quadrilha teria participado de outras explosões a banco nos dois Estados. “Não há dúvidas de que eles tenham cometido outros ataques. Agora, vamos descobrir como a quadrilha se planejava para aterrorizar essas cidades”, reforçou o delegado.’