O gerente da Fundação de Assistência Social de Janaúba (Fundajan) preso por supostas fraudes em compras para o hospital teria autorizado a aquisição de insumos de até R$ 100 mil na empresa da qual era sócio.

O Ministério Público Estadual protocolou ação civil determinando o afastamento de todo o conselho diretor da fundação. A decisão faz parte da Operação Metástase, deflagrada pela Polícia Federal e que investiga supostas irregularidades na administração dos recursos. 

Segundo o Ministério Público, o gerente fraudaria licitações para que a empresa dele ganhasse da concorrência. Em dezembro, o diretor da Fundajan, João Teago, renunciou ao cargo com os demais membros da diretoria. Teago não entrou em detalhes sobre o motivo do afastamento, mas divulgou nas redes sociais que uma das causas estaria nas críticas do conselho curador.

Conforme apurado em inquérito civil conduzido pela Promotoria de Defesa da Saúde de Janaúba, teriam sido identificadas diversas irregularidades, como falta de órgãos consultivo e fiscal, má-gestão nas relações trabalhistas, perseguição e assédio moral e deficiência na gestão. 

“Não vamos entrar em detalhes, pois a investigação ainda está em curso. A prisão foi uma forma de medida cautelar, pois o suspeito estava destruindo provas”, explicou o promotor de Justiça Daniel de Castro.

O presidente do conselho curador da Fundajan, Clésius Geraldo Freitas Menezes, disse que o hospital ainda não foi notificado pelo MP e que a medida foi uma surpresa. “O gerente tinha mais de 20 anos de Fundajan e nunca apresentou indícios de corrupção”. O advogado do gerente não foi localizado para dar a versão do cliente.