Uma semana após o incêndio que destruiu o Museu Nacional no Rio de Janeiro, o maior de história natural do Brasil, o 7º Batalhão do Corpo de Bombeiros, sediado em Montes Claros, realizou ontem uma vistoria no Museu Regional da cidade.

A ação faz parte da operação Alerta Vermelho, realizada pela corporação em todo o Estado com o apoio de vários órgãos públicos.

A fiscalização abrangeu ainda o casario do centro histórico de Montes Claros, com o objetivo de identificar a existência e condições dos sistemas de proteção contra fogo.

Foram realizadas, no início da manhã, vistorias nos equipamentos de segurança contra incêndio no Corredor Cultural, do qual também faz parte o Casarão dos Maurícios, sede da Secretaria Municipal de Cultura, e o Instituto Histórico e Geográfico de Montes Claros.

A ação de caráter educativo, de acordo com o Batalhão, englobaria igualmente os demais prédios históricos de Montes Claros, visando a preservação das edifica-ções, orientando os funcionários sobre a correta utilização dos extintores e hidrantes, bem como distribuição de material educativo quanto à prevenção de incêndios.

O jornal O NORTE acompanhou a realização dos trabalhos nos dois andares do Museu Regional. Na edição da última quinta-feira, o jornal publicou uma matéria mostrando que o espaço corria riscos em caso de incêndio, pois não possui sistema de segurança e está com a instalação elétrica bem precária.

Entretanto, segundo o major Darlan, a corporação não divulgaria a situação encontrada no casario erguido há 135 anos. Isso só seria feito posteriormente pelo Comando do Corpo de Bombeiros, na capital. No entanto, até o fechamento desta edição, nenhuma informação sobre a operação realizada no Estado havia sido divulgada pela corporação.

“Os nossos militares estão fazendo trabalho de campo e essas informações serão concentradas na assessoria de comunicação”, justificou o major.

O militar informou que o foco é intensificar o trabalho preventivo para evitar que desastres, como o que aconteceu no Museu Nacional, possam igualmente destruir os acervos desses casarões.

A corporação também não respondeu se o 7º Batalhão faz rotineiramente essas vistorias e se a força-tarefa iniciada em Montes Claros seria estendida às cidades com maior patrimônio histórico da região, como Grão Mogol e Januária.