Foi enterrada na tarde de ontem, no Cemitério São Lucas, em Janaúba, no Norte do Estado, a menina de dois anos que morreu por asfixia depois de ter ficado trancada por três horas dentro de um carro. A morte voltou a provocar comoção na cidade, já traumatizada pela tragédia na Creche Gente Inocente, em outubro do ano passado. 

Segundo a Polícia Militar, o pai da menina, de 38 anos, levava a filha para a escola, por volta das 12h30, mas no caminho parou e entrou em uma loja, esquecendo a filha no veículo. Segundo as autoridades, por volta das 14h os termômetros registravam 32°C na cidade. 

Após três horas, o homem lembrou-se de que havia deixado a filha no carro e retornou ao veículo. A garotinha já estava inconsciente, mas como apresentava sinais vitais, foi levada para o Hospital Fundajan.

Na unidade de saúde, os médicos tentaram reanimá-la. No entanto, a criança não resistiu e morreu pouco depois. O pai, em estado de choque, teve uma crise hipertensa e precisou ser internado.

A mãe da menina é enfermeira e ex-secretária municipal de saúde. Ela ajudou a atender as crianças vítimas da tragédia na creche Gente Inocente, onde um vigia provocou um incêndio e matou dez alunos da educação infantil, além de três docentes. 
 
SUL DE MINAS
Por pouco, outra criança não foi vítima da mesma situação na última terça-feira em Minas. Na cidade de Bom Sucesso, no Sul do Estado, um bebê de um ano de idade foi resgatado pela Polícia Militar de dentro de um carro totalmente trancado.

A criança foi salva por pessoas que passaram pelo veículo e a viram se debatendo. Os pais estariam pulando o Carnaval na cidade. Eles foram presos e o bebê, levado ao Conselho Tutelar.