Granjas de aves de corte e de postura do Estado devem solicitar o registro até 3 de março junto ao Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA). O cadastro é obrigatório e o prazo para a conclusão foi estabelecido pela Instrução Normativa 8 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

O registro implica na adoção de medidas de biosseguridade pelas granjas e tem o objetivo de proteger estes estabelecimentos contra doenças, principalmente a gripe aviária, que tem dizimado planteis avícolas em todo o mundo. 

O diretor-geral do IMA, Marcílio de Sousa Magalhães, lembra que “o Brasil é o único país, entre os maiores produtores que ainda não registrou foco dessa doença, que tem sido fatal para a economia de países como Estados Unidos e China”. 

É preciso, segundo Magalhães, “que as granjas mineiras e brasileiras estejam alertas e preparadas para evitar a ocorrência da doença, especialmente devido à importância da avicultura para a economia nacional. Isto porque Minas é o maior exportador nacional de ovos para consumo tendo respondido, em 2017, por 40% das vendas externas do produto, de acordo com a Associação Brasileira dos Produtores de Proteína Animal (ABPA). E o Brasil, por sua vez, é o maior exportador mundial de carne de frango, que é vendida para aproximadamente 160 países”.
 
DOCUMENTAÇÃO 
Estabelecimentos de criação de outras aves como codorna e faisão, destinadas à produção de carne e ovos para consumo humano, granjas que comercializam aves ornamentais e aquelas com finalidade de ensino e pesquisa também devem se registrar no mesmo prazo.

Para solicitar o registro da granja o produtor deverá entregar no escritório do IMA a documentação correta e completa. 

Na prática, a instrução representa as medidas de biosseguridade de proteção das granjas. Sem o requerimento de registro protocolado estas granjas serão impedidas de alojar novas aves. Além disso, os animais que se encontrarem alojados só poderão ser retirados mediante autorização do IMA, com a emissão de Guia de Trânsito Animal (GTA) pelo órgão.
(*) Agências Minas


Sem registro de doença no país
Com a ocorrência de focos de influenza aviária em granjas no Chile e nos Estados Unidos em 2017, o Brasil entrou em alerta para evitar a entrada do vírus causador da doença no país, mantendo o status de nenhuma ocorrência da enfermidade em granjas brasileiras. Pelo processo de migração das aves, o Brasil corre o risco de receber animais contaminados.

Marcílio Magalhães explica que o IMA tem realizado diversas vistorias nas granjas de Minas para que os riscos sejam minimizados. Entre as medidas de biosseguridade está a instalação da tela nos galpões, que é um tipo de proteção fundamental para isolar as aves de produção das aves silvestres e de aves domésticas soltas, que podem introduzir doenças ao plantel e levar graves prejuízos econômicos para os produtores.

No ano passado, o IMA realizou força-tarefa junto às granjas de Pará de Minas, no Centro-Oeste, região polo produtor de avicultura de corte. Foram vistoriadas 225 unidades, o equivalente a 800 galpões com 14 milhões de aves alojadas.