O valor do benefício médio do Bolsa Família será reajustado em 5,67%. O aumento já começa a valer a partir deste mês e vai ajudar 15.950 famílias que recebem o benefício em Montes Claros.

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Social, em Minas o incremento representa uma suplementação prevista de R$ 10 milhões por mês na folha de pagamento do programa. 

Até o fim do ano, o reajuste deve destinar cerca de RS 60 milhões a mais às famílias beneficiárias no Estado.

Em junho, o programa destinou R$ 174,2 milhões a um total superior a um milhão de famílias mineiras que recebem o benefício.

O valor médio pago é de R$ 169,35 e aproximadamente 16,3% da população mineira é beneficiária do Bolsa Família.

Em Montes Claros, houve uma redução do número de atendidos. Em maio, eram 19 mil beneficiários. Em junho, houve uma queda para os atuais 15.950, consequência de cortes realizados pelo governo federal, após cruzamentos de dados para identificar pessoas que recebiam indevidamente o benefício.
 
AUMENTO
O reajuste nos valores pagos pelo programa foi anunciado no dia 30 de abril e o impacto estimado é de R$ 684 milhões no país. Esse é o segundo aumento concedido durante a gestão do presidente Michel Temer. O primeiro, de 12,5%, foi anunciado em junho de 2016.

Para o ministro do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame, o reajuste superior à inflação mantém o poder de compra dos alimentos. 

“Concedemos o reajuste graças às medidas de gestão e governança nos programas sociais, principalmente com a revisão dos benefícios do INSS. Esses procedimentos nos permitiram focalizar melhor o programa e também zerar a fila”, destaca.
 
FUTURO NA MÃO
Para complementar a assistência prestada às famílias que vivem em situação de pobreza e extrema pobreza, o Ministério do Desenvolvimento Social lançou o programa “Futuro na Mão: Dando um Jeito na Vida Financeira”. 

A iniciativa visa ministrar oficinas de educação financeira às beneficiárias do Bolsa Família, com o intuito de melhorar a gestão doméstica e garantir a autonomia das famílias. A expectativa é de atender 200 mil mulheres até o ano que vem.

Para isso, o projeto iniciou o treinamento de técnicos indicados pelos Centros de Referência em Assistência Social (Cras), responsáveis por disseminar a informação entre as beneficiárias do programa. 

O primeiro ciclo, em São Paulo, capacitou 120 técnicos de 51 municípios. Para os próximos meses, estão previstas rodadas de treinamento em todas as regiões do Brasil.