SÃO PAULO (SP) – O segmento de utilitários-esportivos (SUVs) tem sido responsável por um considerável incremento de vendas de praticamente todas as marcas de larga produção. Para a Volvo, os utilitários se tornaram fundamentais no negócio, e o XC60 é o camisa 10 dos suecos, com mais de 1 milhão de unidades produzidas. A nova geração chegou há um ano no mercado europeu e já vendeu 86 mil unidades. Agora o “rei da Suécia” desembarca totalmente reformulado.

O XC60 chega em três versões de acabamento e um único conjunto motor que recorre à unidade T5 Drive-E 2.0 de 257 cv, partindo da Momentum (R$ 239.950), Inscription (R$ 256.950) e R-Design (R$ 266.950).

Se há quase 10 anos o XC60 se tornou uma coqueluche no mercado brasileiro, rivalizando com o Land Rover Evoque, a nova geração desembarca com a missão de manter o bom desempenho do modelo. Se para os suecos o SUV é o principal jogador, por aqui a filial também depende de seu carisma com o público.
Para se ter uma ideia, de janeiro a julho, a Volvo licenciou, segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), 1.836 unidades. Sendo que desse montante, 1.265 eram do XC60. E olha que se tratava da geração passada, já descontinuada lá fora. No ano passado, dos 3,4 mil carros vendidos pela Volvo, 2.144 foram XC60.
 
DESENHO
Desde o lançamento da segunda geração do XC90, a Volvo voltou a adotar linhas retilíneas e mais conservadoras. O sedã S90 e a perua V90 Estate também seguem essa tendência. No XC60, os designers deixaram a régua de lado e buscaram contornos mais suaves para não fugir muito da geração anterior.

No entanto, elementos que se tornaram ícones da marca, como as lanternas verticais, inauguradas no V70 em 1997, estão lá, assim como os faróis com assinatura em LED centralizada. Ou seja, trata-se de um carro bonito e imponente, que mostra que os projetistas foram cautelosos para não espantar a freguesia.