O homem sertanejo, o povo Xakriabá – maior grupo étnico de Minas –, pássaros raros e animais do Cerrado, os aspectos da Mata Seca e as belas paisagens dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, bem como retratos do rio São Francisco.

Esses são os destaques da exposição fotográfica “Ser Tão Geraes”, do fotógrafo Manoel Freitas, que será aberta hoje e prossegue até domingo em Bocaiuva. O evento integra a programação da 7ª Feira de Arte e Cultura da cidade. A exposição acontecerá na praça Wandick Dumont, no Centro.

Na mostra estarão em destaque 50 imagens – 30 delas no tamanho 90 x 30 cm e outras 15 em formato maior. Grande parte desse material é fruto de quatro anos de trabalho de Manoel Freitas acompanhando o estudo sobre a Mata Seca realizado por uma equipe do Departamento de Biologia Geral da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), como parte integrante da Rede Colaborativa Internacional de Pequisas Tropi-Dry (Mata Seca), que envolve instituições de outros países, como Canadá, Estados Unidos, México, Costa Rica, Cuba e Venezuela.

O fotógrafo ressalta a importância da experiência e dos registros fotográficos feitos em Manga. “Na verdade, acompanhei os pesquisadores de várias áreas, sobretudo, ornitólogos. Foi muito importante o aprendizado, que me permitiu, em 2016, ser o sexto brasileiro no registro fotográfico de aves na maior enciclopédia do gênero do planeta, a Wiki Aves”, afirma.

Nesse período, catalogou cientificamente 3.788 aves de 288 espécies distintas, sendo os dois primeiros registros no sudeste, três em Minas e dezenas no sertão mineiro.

Jornalista e integrante do Instituto Histórico e Geográfico de Montes Claros, Freitas é sócio-fundador do Clube de Observação de Aves do Norte de Minas.

Durante 15 anos trabalhou em São João das Missões, terra do povo Xakriabá. “Conhecer o compasso, os ritos e suas tradições é uma honra sem medida”, relata.