Preservar as manifestações artísticas e culturais indígenas. Esse é o principal objetivo do edital lançado pela Secretaria de Estado de Cultura (SEC) que irá destinar R$ 195 mil a 13 povos aldeados no território mineiro. As inscrições para a quarta edição da Premiação das Festas Tradicionais das Comunidades Indígenas ou Grupos Tribais terminam em 9 de julho.

O certame busca fortalecer as celebrações realizadas por esses grupos. Cada um dos contemplados receberá R$ 15 mil. No total, 17 povos indígenas estão aldeados em Minas Gerais.

As festas tradicionais englobam jogos, músicas e danças que visam manter os costumes e valores dos antepassados. A maioria das cerimônias é realizada em meados do mês de abril, quando se comemora o Dia do Índio, mas o calendário se estende ao longo do ano. 

Cacique da comunidade Pataxó de Carmésia, no Centro-Oeste do Estado, Mezaque Pataxó destaca a importância de se preservar a cultura milenar. “A premiação nos dá a oportunidade de realizarmos nossas festividades, e isso tem um papel muito importante para as nossas tradições. As festas nos orgulham e mostram para toda nossa comunidade, principalmente às crianças, a importância dos nossos ritos e valores”, pontuou. 
 
IMPORTÂNCIA
Para o secretário de Estado de Cultura, Angelo Oswaldo, uma das mais importantes matrizes culturais mineiras é a dos povos indígenas. “A riqueza de nossa cultura se deve ao papel decisivo desses grupos”, frisou.

Segundo ele, o edital estimula a continuidade das festas nessas comunidades, essenciais para o fortalecimento e a manutenção da tradição delas.

João Miguel, secretário-adjunto da SEC, afirma que a pasta tem trabalhado para valorizar e estimular os costumes mineiros. Sobre o edital, ele diz que a ação é fundamental para o fomento da riqueza cultural das tribos nativas. 

“O edital das comunidades indígenas foi construído a partir de conversas com a população e demonstra a importância de uma política pública pautada no diálogo com a sociedade”, afirmou o secretário-adjunto.

Subsecretária de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, da Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania, Cleide Hilda considera a iniciativa inovadora. “Ela é fundamental para os povos indígenas”, avaliou.