A ampliação da Barragem Viamão, no Norte de Minas Gerais, põe fim no desabastecimento de água que moradores de Mato Verde e Catuti estavam enfrentando desde o início da crise hídrica, em 2014. Com 91% das intervenções concluídas, o funcionamento da estrutura já está a todo vapor.

O serviço é realizado pela Copasa. “Uma obra efetivamente iniciada em 2015, em um esforço conjunto, beneficiando milhares de famílias e acabando com o rodízio de abastecimento”, frisou o governador Fernando Pimentel, ontem, durante visita inaugural da instalação.

Com as modificações, a capacidade de armazenamento de Viamão salta de 1,2 milhão de metros cúbicos para 120 milhões de metros cúbicos de água. A vazão de regularização da barragem, no período de estiagem, será de no mínimo 50 litros por segundo, garantindo o atendimento à demanda do sistema integrado e a perenidade do rio que dá nome à estrutura.

Para a diretora-presidente da Copasa, Sinara Meireles, o aumento da capacidade da barragem beneficiará toda a região, abarcando cerca de 15 mil pessoas. “Aumentamos em 100 vezes o armazenamento e isso vai dar uma segurança para a sequência das obras de adução dessa água para o atendimento a Mato Verde, Catuti e seus distritos”, disse. 
 
VERBA
Cerca de R$ 48 milhões foram destinados para a ampliação de Viamão. Os recursos são oriundos de repasses federais, através do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), com a interveniência do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento e Integração do Norte e Nordeste de Minas Gerais (Sedinor) e do Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas Gerais (Idene). 

A Copasa tem uma contrapartida de R$ 2,8 milhões de verba própria, montante relativo ao gerenciamento e fiscalização. 
 
MODERNIZAÇÃO
O projeto de modernização da antiga represa inclui área de segurança, sistema de monitoramento e de operação da barragem. Também está prevista a construção da Estação de Tratamento de Água (ETA) e de reservatórios e a implantação de redes de distribuição de água no sistema integrado que atende a Mato Verde e Catuti. 

A estimativa da Copasa é que haja uma economia de até R$ 3,5 milhões por ano com o fim dos gastos com caminhão-pipa e demais operações com rodízio.