Até o mês passado, o Sandero era o principal produto no portfólio da Renault brasileira. Mas desde a apresentação do Kwid e o início de suas vendas em novembro, não dá para dizer se o hatch continuará reinando absoluto na gama paranaense. 

No entanto, não se pode negar que o Sandero é um dos produtos mais acertados da marca francesa e sempre foi capaz de aliar preço, espaço, conteúdo e eficiência. 

Só não se pode esperar refinamento. Afinal, ele nasceu da costela do Logan, que foi pensado para ser um popular acessível para o consumidor do Leste Europeu na década passada.

Testamos a versão Expression 1.0 SCe, segunda na hierarquia da linha, com preço inicial de R$ 46.450. Pelo preço cobrado, o carrinho conta com ítens como direção eletrohidráulica, ar-condicionado, vidros dianteiros elétricos, alarme, rádio com CD, MP3 e Bluetooth. Quem quiser navegador multimídia, faróis auxiliares e outros apetrechos precisará optar pela versão Vibe, que encarece cerca de R$ 2 mil o cheque. 
 
EQUIPAMENTOS 
O pacote de conteúdo não mostra nada de novo, com exceção da direção elétrica. Quem tem um Sandero ou Logan sabe que o sistema de direção hidráulica é eficiente, mas não é nenhum exemplo em maciez. O módulo elétrico tornou a direção mais confortável. No entanto, falta ajuste de carga. Mas não se pode esperar muito de um carro popular (mesmo que R$ 45 mil não seja preço popular em lugar nenhum).

A direção faz parte do pacote, que inclui o novo motor SCe 1.0 três cilindros. A unidade é a mesma dos primos Nissan March e Versa, que oferece 82 cv e 10,2 mkgf de torque. Números que garantem um bom comportamento ao Sandero no uso cotidiano, quando ocupado por um casal e uma criança pequena. Cinco adultos exigiram muito do carrinho, ainda mais em cidades com ladeiras. 

No entanto, o que chamou a atenção no Sandero é que o motor vibra muito e transfere a trepidação para dentro da cabine. É natural que motores de cilindros ímpares tenham uma maior dificuldade de balanço e trepidem mais que as unidades de êmbolos pares. 

No March, a Nissan fez questão de explicar que adicionou coxins reforçados nos suportes do motor para anular a tremedeira, cuidado que parece ter sido negligenciado ao Sandero.

SAIBA MAIS 
Renault Sandero Expression 1.0 SCE

O que é?
Hatch pequeno, quatro portas e cinco lugares.
  
Quanto custa?
R$ 46.450 
 
Com quem concorre?
Com Chevrolet Onix LT 1.0 (R$ 46.150), Fiat Palio Attractive 1.0 (R$ 44.570), Ford Ka SE 1.0 (R$ 44.290), Hyundai HB20 Comfort Plus 1.0 (R$ 46.300), Nissan March SV (R$ 46.490), Toyota Etios X 1.3 (R$ 46.650) e Gol Track 1.0 (R$ 45.250).
 
No dia a dia
Assim como o Logan, é categorizado como automóvel pequeno. No entanto, oferece muito espaço interno e inclusive no porta-malas (320 litros), o que o torna apto para casais com filho pequeno que não podem optar por um sedã. No uso cotidiano, a versão se mostra bastante satisfatória. Apesar de não ter navegador GPS, retrovisores e vidros traseiros elétricos, o carrinho corresponde bem a quem busca um pouco mais de conforto e não pode pagar muito. 
 
Motor
O motor 1.0 12v de 92 cv e 10,5 mkgf combinado com a nova caixa manual de marchas deu ao hatch mais vigor à versão de entrada do Sandero. O motorzinho oferece grande parte do torque antes de dos 3 mil rpm, o que não exige que o motorista tenha que “esgoelar” o carro todo o tempo.
 
Como bebe?
A média de consumo no combinado entre trajeto urbano e rodoviário, com gasolina, foi de 13,5 km/l. Ele ainda é equipado com sistema start/stop, que ajuda a melhorar o índice de consumo.
 
Pontos positivos
- Consumo
- Espaço
 
Ponto negativo
- Falta de sensor de ré de série
- Vibração do motor