Lançado no primeiro trimestre de 2015, praticamente junto com o Jeep Renegade, o Honda HR-V se tornou uma febre, com lista de espera e até ágio. Aliás, hoje ainda concessionários aplicam uma “gordura” no preço do utilitário-esportivo (SUV) que se tornou líder de mercado, mas a coroa acabou de ser roubada.

E não foi por um concorrente direto, mas pelo irmão maior do Renegade, o Compass, que briga num segmento superior, mas foi capaz de ultrapassar o japonês em 74 no acumulado do ano. E uma das razões pode estar justamente a estratégia de preços da Honda. 

Entre os predicados do HR-V está, como item principal, o bom nome que a marca goza no mercado. Assim como a Toyota, a Honda é reconhecida pela qualidade dos automóveis e baixa depreciação. 

Testamos a versão EXL, segunda na hierarquia da linha. Tal como o Civic, o HR-V é um automóvel que entrega muito conforto, tem bom espaço interno, construção impecável e muito conteúdo. A versão conta com bancos e volante em couro, direção elétrica, ar-condicionado digital, módulo multimídia com CD, HDMI e USB, Bluetooth, câmera de ré e navegador GPS, além de freio de estacionamento eletrônico, caixa automática do tipo CVT com emulação para sete velocidades, controle de estabilidade (ESP), assistente de partida em rampa (Hill Holder), rodas aro 17, faróis de neblina e quatro airbags.

Não deixa de ser um pacote generoso, mas não é nada de extraordinário quando se parte do pressuposto de que a versão tem preço sugerido de R$ 103 mil.