Uma construção que remete ao modo de vida típico das regiões rurais do Estado. Assim pode ser definida a histórica Fazenda Samambaia, em Pedro Leopoldo. O imóvel foi restaurado e passará a integrar o Parque Estadual do Sumidouro, unidade de proteção integral que tem o objetivo de promover a preservação ambiental e cultural. 

O espaço é constituído por uma sede, curral, pátio de ordenha calçado e coberto, moinho d’água e pontes. São aproximadamente 500 hectares, o equivalente a um quarto da área do parque. A restauração foi possível após um acordo firmado entre a mineradora Vale, Ministério Público e Instituto Estadual do Patrimônio Histórico Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG). 

Ao todo, R$ 13 milhões foram investidos na recuperação da fazenda. Finalizadas as intervenções, a propriedade foi entregue ao Instituto Estadual de Florestas (IEF). Agora, atividades de pesquisa, conservação, educação ambiental e turismo serão incentivadas. 
 
REFORMAR
Aspectos culturais do patrimônio arquitetônico foram preservados. Além disso, foram estabelecidas as melhores opções para preservar a identidade da edifica-ção, incorporando alternativas para o uso atual.

O local era utilizado para atividades agropecuárias, mas foi comprado pela empresa Minerações Brasileiras Reunidas (MBR) em 1964, como parte de uma jazida de calcário. A mineradora foi posteriormente adquirida pela Vale.

“A entrega dessa beleza da arquitetura mineira para o IEF representa mais do que o recebimento, mas a oportunidade de poder disponibilizar esse espaço para a comunidade, atraindo o desenvolvimento econômico, a possibilidade de novas parcerias, além da divulgação da cultura mineira e das especificidades regionais”, disse o diretor do IEF, João Paulo Sarmento.

O gerente do Parque Estadual do Sumidouro, Rogério Tavares, também falou sobre a importância da iniciativa. “Essa fazenda, que passará a fazer parte do conjunto de atrações do parque, representa um espaço de referência da memória rural da região no final do século XIX e início do século XX, onde eram produzidos alimentos que contribuíam muito para o abastecimento da capital mineira”, disse.

Rogério Tavares também ressaltou o trabalho desenvolvido pelas doceiras da região e as oportunidades de parcerias com a comunidade que vive no entorno da unidade de conservação. “Essa entrega é valiosa para nós. Todo o trabalho de parceira que desenvolvemos aqui se justifica pelo povo que vive no entorno do parque, que também é visto como alavanca para o desenvolvimento sustentável regional”, frisou.

Serviço:
Parque Estadual do Sumidouro
Funcionamento: de terça-feira a domingo, das 8h30 às 16h
Entrada: pacote Museu, gruta e trilha: R$ 20
Observação: É importante verificar a disponibilidade de vagas e horários
Atenção: O pagamento deve ser feito apenas em dinheiro

“É preciso aproveitar o espaço para que as comunidades possam se apropriar, não só do local, mas também dos aspectos e valores como um todo” 
 Michele Arroyo
Presidente do Iepha-MG

 

Curiosidades
– O Parque Estadual do Sumidouro foi criado em 3 de janeiro de 1980 por meio de um decreto. A área verde compreende 2.004 hectares e está situada em Lagoa Santa e Pedro Leopoldo, a cerca de 50 Km da capital mineira.
 
– A unidade recebeu este nome devido a uma lagoa. Trata-se de uma abertura natural para uma rede de galerias, por meio da qual um curso d´água penetra no subsolo denominado “sumidouro”, termo que vem da palavra indígena “Anhanhonhacanhuva”, que significa “água parada que some no buraco da terra”.

 
– O parque conta com duas portarias, estacionamento, alojamento de pesquisadores e centro de pesquisas. Dentre os atrativos, destacam-se a Gruta da Lapinha, o Museu Peter Lund, o Circuito Lapinha, a Trilha interpretativa que complementa a visita à gruta e uma escalada.