Com o tema “O Brasil na década do afrodescendente: Minas Gerais promovendo a igualdade racial - Por nenhum direito a menos”, foi realizada no último fim de semana a IV Conferência Estadual de Promoção da Igualdade Racial. O evento ocorreu em Caeté, na Grande BH.
 
O evento reuniu representantes da população negra, quilombolas, indígenas e de diversas etnias, como ciganos e judeus, além de várias expressões religiosas. A programação contou com debates e eleição de propostas sobre o desenvolvimento social.
 
Dentre os assuntos debatidos, a situação das juventudes e das mulheres, questões de segurança pública e acesso à Justiça, migração e xenofobia, proteção da diversidade cultural e políticas públicas afirmativas.
 
“Nosso Estado é um ponto de resistência na contramão do desmonte que está sendo feito nacionalmente. Aqui, estamos construindo o programa Minas Sem Racismo”, afirmou o secretário de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania, Nilmário Miranda. 
 
A secretária de Educação, Macaé Evaristo, falou sobre alguns desafios. “É o que dificulta, por exemplo, tratar de história da África e das culturas africanas e afro-brasileiras nos currículos escolares. É algo que ainda enfrentamos no cotidiano de inúmeras instituições”.
 
“Em um Estado Democrático de Direito a superação do racismo é uma responsabilidade de todos nós, e não somente de negros e negras”, afirmou a ex-ministra das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, Nilma Lino Gomes.
 
Já a subsecretária de Promoção da Igualdade Racial, Cleide Hilda, ressaltou que diante da conjuntura nacional, a conferência representa uma oportunidade de dialogar e reafirmar o desejo de mudança dos movimentos sociais. “A expectativa é que a delegação mineira saia deste encontro unida, com força e objetivos definidos para combater o racismo”, afirmou.