A Economia Popular Solidária (EPS) em Minas Gerais está a todo vapor. Levantamento da Assessoria do Observatório do Trabalho, da Secretaria de Estado do Trabalho e Desenvolvimento Social (Sedese), aponta que, em 2016, havia 1.529 empreendimentos do tipo no território. Em 1986 eram apenas 51.

O aumento nesse período foi de 2.890%. Somente de 2007 a 2016 houve uma ampliação de 807 negócios. E o setor continua expandindo: em 2018 já são 1.588.

A economia popular é uma estratégia de desenvolvimento sustentável e tem sido alternativa para muitas pessoas em tempos de crise financeira. Ela é fundamentada na organização de trabalhadores por meio do associativismo, cooperativismo ou em grupos informais. 
 
POR SETOR 
Ainda de acordo com o levantamento da Sedese, o maior número de empreendimentos de economia solidária em Minas, até 2016, foi registrado no setor de artesanato (623), seguido pelos de agricultura familiar (459), alimentação (206), serviços (78) e confecção (63). 

A Região Metropolitana de BH ficou com a maior parcela de negócios (454). Na sequência aparecem o Campo das Vertentes (165) e Norte do Estado (157).

No ranking de municípios em número de empreendimentos, a capital mineira está no topo da lista, com 237, seguida por Contagem (158), Montes Claros (54), Uberlândia (43) e Uberaba (28). 

SAIBA MAIS

Políticas públicas fortalecem o segmento
A Política de Fomento à Economia Popular Solidária, em Minas Gerais, foi instituída pela lei 15.028/04, regulamentada quatro anos depois pelo decreto 44.898. Em 2015 foi criado o Plano Estadual de Economia Popular Solidária, garantindo destinação de recursos específicos para o segmento no Plano Plurianual de Ação Governamental (PPAG). 

Em 2017 foram implementados 24 espaços de comercialização para os empreendedores. Quinhentas e quarenta barracas já foram entregues, desde 2016, para fortalecer a economia local.  

Na Cidade Administrativa, onde funciona um ponto fixo de comercialização, 720 empreendimentos foram beneficiados no ano passado, o que possibilitou um giro superior a R$ 570 mil em mercadorias.

Até o próximo mês de julho, a Diretoria de Educação e Apoio à Autogestão dos Empreendimentos da Sedese, em parceria com o Conselho Gestor da Economia Popular Solidária e o Fórum Mineiro de Economia Popular Solidária, pretende capacitar 660 empreendimentos em 33 municípios do Estado.