Minas Gerais registrou a sétima redução mensal nas estatísticas de roubo, segundo dados da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp). De janeiro a novembro de 2017 ocorreram 104.434 crimes do tipo em todo o território. No mesmo período do ano anterior foram 120.224. A queda foi de 13%.

Já a extorsão apresentou recuo de 35%, passando de 1.656 de janeiro a novembro de 2016 contra 1.065 no ano passado. Extorsão mediante sequestro e furto também diminuíram 33,7% e 3,7%, respectivamente. Os dados completos estão disponíveis no site numeros.mg.gov.br.

O balanço final de 2017 deve ser divulgado pela Sesp em março. Além de os registros passarem por auditorias, o prazo é necessário em razão da conclusão de inquéritos pela Polícia Civil, para o caso de homicídios em Belo Horizonte, cujos dados são adicionados às ocorrências registradas por outros órgãos policiais.

Para o secretário de Segurança Pública, Sérgio Barboza Menezes, o resultado retrata o trabalho de integração e o apoio recebido pelo governo do Estado. De acordo com ele, a participação de outros órgãos como Ministério Público, Tribunal de Justiça e polícias Federal e Rodoviária Federal também são fundamentais.

“Há ações de gestão importantes em andamento, que exemplificam essa integração, como o Grupo de Intervenção Estratégica de Enfrentamento (GIE-R) de Roubos e de Homicídios, que reúne várias instituições na repressão qualificada, compartilhamento de informações e alvos e planejamento integração de operações”, explicou.
 
INTERIOR
Com relação aos roubos no interior, dados do Observatório de Segurança Cidadã da Sesp mostram que 56% dos municípios não registraram esse tipo de crime ou mantiveram os índices.

Para o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Helbert Figueiró de Lourdes, as estatísticas ratificam uma interrupção histórica do crescimento criminal em Minas. “Os resultados são consequência da adoção de diversas estratégias, focadas na prevenção e repressão criminal, aliadas também a medidas internas de reestruturação da corporação”, frisou.

Já o superintendente de Investigação e Polícia Judiciária da Polícia Civil, delegado-geral Carlos Capistrano, destaca que a redução é resulta de trabalho integrado entre a instituição e as demais forças de segurança.  

“A Polícia Civil está intensificando suas ações, investindo principalmente no trabalho de inteligência para reduzir os crimes patrimoniais e garantir a segurança da nossa população”, contou Capistrano.

Investimentos
De acordo com o governo de Minas, a melhoria das estatísticas de segurança é resultado dos investimentos e priorização, nos últimos meses, das ações. O programa + Segurança, além do incremento de pessoal, também colocou à disposição das polícias Militar e Civil 2.008 viaturas. Só neste primeiro mês de 2018 foram entregues 140 veículos para as duas corporações.

São mais de 2.800 novos policiais militares nas ruas nos últimos meses para atendimento ao cidadão e mais mil novos investigadores da Polícia Civil em atuação. Em dezembro, o governo autorizou a nomeação de 450 novos investigadores excedentes do último concurso.
 
Em setembro ao ano passado, outros 106 profissionais, também excedentes, já tinham sido chamados. Eles participam de formação na Academia de Polícia Civil (Acadepol), com previsão de formatura em março deste ano.