Quase três mil cisternas e 492 caixas d’água serão instaladas em comunidades do Norte e Nordeste mineiros. No total, as ações do programa Água para Todos irão abranger 142 cidades. Os investimentos chegam a R$ 27,8 milhões.

Desse montante, R$ 9,3 milhões são provenientes da Secretaria de Estado de Desenvolvimento e Integração do Norte e Nordeste de Minas Gerais (Sedinor) e do Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste (Idene). Mais de 12,8 mil famílias serão beneficiadas.

O programa favorece o acesso à água para consumo humano e para a produção agrícola e alimentar em áreas rurais que sofrem com a escassez hídrica, diz o secretário da Sedinor, César Emílio Lopes Oliveira. Segundo ele, a instalação dos equipamentos reduz a demanda por caminhões-pipa nas cidades atendidas.

Das 2.993 cisternas a serem doadas, 1.387 serão do tipo telhadão multiuso (25 mil litros), que auxiliam na produção agroalimentar, e 1.606 de placas (16 mil litros), para o consumo humano. 
 
ABASTECIMENTO SOCIAL
A do tipo multiuso é uma tecnologia social de armazenamento de água de chuva, constituída por sistema de captação representado por telhado, calhas, canos e cisterna.

Desde 2015 já foram implantadas outras 8.989 cisternas de polietileno, com um investimento de R$ 49,8 milhões, atendendo 8.289 famílias em 41 municípios. Ainda foram instaladas 183 equipamentos do tipo de placas de consumo em dois municípios.

O abastecimento dos reservatórios ocorre durante os períodos de chuva: a água que escorre do telhado de 40m² é conduzida, por meio de um sistema de calhas e canos, para o interior do reservatório que possui um diâmetro interno de 4,30 metros e 1,8 metro de altura. 
 
PROGRAMA
Ação do governo federal, o Água Vida é coordenado em Minas pelo Servas. O programa prevê a instalação de módulos sanitários e cisternas para famílias atingidas pela seca. Até o momento, 210 casas foram contempladas em Arinos e Formoso, no Noroeste do Estado.

Morador de Arinos, Antônio Rodrigues dos Santos conta que, após ter sido beneficiado pelo projeto, pôde construir um banheiro no imóvel onde mora com a família. 

Também da cidade, João Lopes da Silva enfatiza que, agora, não precisa ir tão longe para buscar o recurso hídrico. “Além de eu ter a água, os amigos também têm quando falta”.