Populares “esportivados” são rotineiros na indústria brasileira de automóveis. Basta um adesivo ali, uma roda bonitona, um cinto de segurança vermelho e mais uns penduricalhos. Sob o capô, tudo fica como dantes, da mesma forma que freios, amortecedores e raramente uma barra estabilizadora reforçada. Mas com o Sandero R.S. a coisa é diferente.

A versão apimentada do hatch chegou em 2015 e, ao contrário de quase todos os demais fabricantes, ele realmente trazia modificações que iam além das cosméticas. Testamos a edição limitada Racing Spirit, que além de carregar na maquiagem, traz outro item que eleva a performance: um jogo de pneus Michelin Pilot Sport PS4, que literalmente gruda o carro no asfalto.

O R.S. é um carrinho nervoso. O motor 2.0 de 150 cv e caixa manual de seis marchas (a mesma do Duster 4X4) dão o tempero que sempre faltou ao Sandero e ao irmão Logan. Só isso já faria dele um hot hatch imbatível em sua categoria, onde só não é páreo para o turbinado Peugeot 208 GT.

Mas a grande sacada do carrinho é o conjunto de suspensão, desenvolvida pelo time da Renault Sport, na França. O comportamento é semelhante a um conjunto independente, mas ele usa eixo rígido. Mas com novas barras estabilizadoras e amortecedores mais rígidos.

É impressionante como o carro é firme em curvas. Até mesmo nas mais fechadas e sem aliviar o pé do acelerador, ele teima em desafiar a força centrífuga e se mantém na linha.
 
Farofa
O R.S. “convencional” já era um carro chamativo por formação. A edição especial é ainda mais espalhafatosa com retrovisores, detalhes nos para-choques e até emblema no cubo das rodas pintados em vermelho. O enorme adesivo lateral carrega na tinta, mas é o que difere visualmente a edição da versão padrão.

Por dentro, arcos dos difusores de ar, acabamento do volante e detalhes nos bancos em vermelho acentuam o visual. E por falar em bancos, eles têm laterais alongadas para segurar o motorista e o passageiro. Só se lembre de não ter ninguém no banco de trás antes de bancar o Toretto!